Nacional
Governo diz que situação está se normalizando
São Paulo, SP O governo federal avalia que o País está caminhando rumo à normalidade e afirma que recebeu informações dos caminhoneiros garantindo que a greve acabou. A declaração é do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após reunião do grupo de Acompanhamento da Normalização do Abastecimento, que envolve vários ministérios. Segundo o governo, ontem a Polícia Rodoviária Federal escoltou cerca de 1.130 carretas. O número representa o dobro da carga escoltada na segunda-feira. Apesar disso, o ministro evitou fazer um balanço dos pontos de concentração do movimento grevista. Ele afirmou que, se houver necessidade, haverá reforço no número de agentes para auxiliar o trânsito de carretas. Segundo Padilha, os pontos de maiores concentrações são nos estados das regiões Sul e Sudeste. De acordo com o ministro, a mobilização que ainda acontece é consequência da atuação de infiltrados com orientações políticas. O ministro também falou que o abastecimento está sendo retomado progressivamente. Sete pessoas foram presas no Maranhão por tentarem impedir a passagem de carretas. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que não há caminhoneiros entre os presos. Ele também reconheceu que há pessoas que defendem a saída do presidente Michel Temer do governo, o retorno ao Planalto do ex-presidente Lula e alguns que querem até a intervenção militar. Para Marun, as diferentes opiniões fazem parte da democracia. De acordo com os ministros, a ação de infiltrados nos protestos da greve dos caminhoneiros tem dificultado a completa desmobilização da categoria. Estamos caminhando rumo à normalidade. Evidentemente, ainda temos muito a andar. Estamos retomando progressivamente, mas ainda não é o que nós necessitamos, reconheceu Padilha. Sobre o grupo que pede a intervenção militar, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, disse que se tratam de ações oportunistas e criticou. Eliseu Padilha, também afastou qualquer hipótese de aumento de impostos para compensar a redução de tributos sobre o diesel. Padilha disse que a intenção do governo é reduzir vantagens fiscais.