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Garimpeiros são mortos em reserva indígena

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rasília - A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou ontem a morte de pelo menos quatro garimpeiros na reserva indígena Roosevelt, no município de Espigão d´Oeste, em Rondônia. As primeiras informações dão conta de que os garimpeiros teriam sido mortos na quinta-feira por índios cinta-larga, que vivem em quatro aldeias localizadas na área da reserva. Uma equipe da Polícia Federal, órgão responsável pela apuração de crimes em terras indígenas, chegou à área na noite de quinta-feira, acompan-hada por representantes da Funai. Na manhã de ontem, os policiais iniciaram as investi-gações e a busca pelos corpos, com ajuda de um helicóptero. Um delegado da Polícia Civil de Rondônia informou à Funai que o número de mortos poderia chegar a 16, mas até agora o órgão não considera, oficial-mente, essa possibilidade. A concentração de garimpeiros na reserva dos cinta-larga é grande desde que se descobriu que a região é rica em diamantes. Os próprios índios já chegaram a se associar a garimpeiros para extrair o mineral. Conflitos antigos Os conflitos na região são antigos. Pelo menos 33 corpos foram resgatados da terra indígena Roosevelt nos últimos três anos, segundo o delegado da Polícia Civil de Espigão dOeste (RO), Raimundo Mendes de Souza Filho, 44. De acordo com ele, as 33 pessoas foram assas-sinadas nos vários conflitos registrados nesse período na área. Pelo menos cinco eram índios. O funcionário da Funai (Fundação Nacional do Índio) Walter Blós, 40, responsável pelo grupo-tarefa encarregado de evitar invasões na terra indígena, esteve quarta-feira na área e não foi informado pelos caciques João Cinta-Larga e Nacoça Piu sobre o confronto, mas avaliou que é possível ter ocorrido. Segundo ele, aumentou o núme-ro de invasões de garimpeiros na área. Eles têm afrontado os índios, relatou Blós. Recente-mente, rasgaram o estofamento da camionete do cacique Ita Cinta-Larga dentro da aldeia., contou. Funcionário do governo na área de mineração, Thiago Fajardo disse que existe um garimpo clandestino com a conivência da Funai. A Funai nega.

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