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Lula é vaiado por estudantes durante discurso em São Paulo

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Agência Folha São Carlos (SP) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado ontem por cerca de 200 universitários durante um evento que marcou o início da construção de um hospital-escola no município de São Carlos, interior de São Paulo. Irritado com os manifestantes contrários à reforma universitária, que vaiaram ou repetiram gritos de protestos na maior parte dos sete minutos de seu discurso, Lula reagiu. Primeiro disse que parte da sociedade que lê um pouco mais e que, portanto, deve ser bem informada sabe da importância para o município de se ter uma universidade federal. Depois, ao perceber que os manifestantes não cediam, disse que, se alguns reivindicam, se outros criticam, o papel do governo é fazer aquilo que não foi feito. Alguns estudantes, com nariz de palhaço, fizeram apitaço durante o evento. Eles carregavam diversas faixas. Alguns dos dizeres: Propaganda enganosa aqui não cola. Abaixo a reforma universitária e A esperança morreu, e a culpa é sua, Lula. Em tom duro e em voz alta, Lula afirmou que o Brasil está crescendo e vai crescer ainda mais sob seu governo. À fala do presidente, os estudantes gritaram mentira. As obras do hospital-escola ainda estão no início. O governo federal já empenhou R$ 3 milhões para a obra. Deste valor, R$ 1,2 milhão foi liberado. Ontem, o ministro da Saúde, Humberto Costa, assinou um aditivo de R$ 4,5 milhões. Se Deus quiser, no final deste ano, nós já vamos fazer vestibular para que no ano que vem as pessoas estudem, afirmou o presidente. Depois da obra, Lula e os ministros visitaram a indústria Tecumseh do Brasil. Num discurso de 15 minutos só aos funcionários da empresa, o presidente falou sobre o crescimento das exportações. Disse que em maio irá para o Japão, onde tentará convencer o país a comprar carne brasileira. Em Araraquara (SP), cidade para onde se dirigiu após a visita à empresa em São Carlos, dois anos depois de ter sido eleito com um discurso de geração de empregos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo federal não tem o poder de criar empregos, mas sim de gerar situações para que eles surjam.

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