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PMDB avalia que críticas são para Mercadante

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FOLHA ONLINE Brasília A cúpula do PMDB no Senado quer abafar as declarações feitas na quarta-feira pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) contra o ministro da Previdência, Romero Jucá (PMDB-RR). João Paulo disse que era incompatível ter alguém sob suspeita à frente do Ministério da Previdência e cobrou de Jucá esclarecimentos sobre as denúncias de que teria feito um empréstimo no Banco do Amazonas (Basa), dando terras suspeitas de serem griladas como garantia. Logo em seguida, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos principais articuladores da indicação de Jucá, cobrou do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), também padrinho da indicação, explicações sobre o fogo amigo. Na conversa, com a participação de outros peemedebistas, o diagnóstico feito é de que João Paulo tentou atacar Mercadante. Os dois são adversários no PT pela vaga na disputa do governo de São Paulo. O senador é o preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. João Paulo, que tentou sem sucesso se reeleger à presidência da Câmara e foi prejudicado com a suspensão da reforma ministerial, não desiste da vaga na briga. Sendo uma disputa petista, a cúpula do PMDB não quer interferir ou dar voz a João Paulo. De qualquer maneira, acham que as declarações do deputado foram desastradas. Se o petista ainda esperava uma vaga na equipe ministerial, suas chances diminuíram sensivelmente, conforme avaliação de lideranças.

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