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Policial acusado diz que só fala em juízo

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Agência Folha São Paulo Em depoimento ontem na polícia, o principal acusado de fazer parte da chacina na Baixada Fluminense, quando 30 pessoas morreram no último dia 31, o soldado Carlos Jorge de Carvalho, do 20º Batalhão, confirmou ontem ter pego emprestado o Gol prata, onde foram encontradas cápsulas compatíveis com uma que foi achada na Rua Geni Saraiva (Nova Iguaçu) e outra na Avenida Ministro Odilon Braga, em Queimados. Nos dois locais, seis pessoas morreram. Carvalho, que negou a participação no massacre, declarou ter pedido o veículo ao comerciante para ir à Barra de São João, distrito de Rio das Ostras (Norte Fluminense), acompanhar a obra de uma casa que está construindo e pagar dois pedreiros pelo serviço. Disse ainda que só prestará maiores detalhes em juízo. O delegado Roberto Cardoso, da 58ª Delegacia de Polícia, afirmou que o depoimento não o convenceu porque, em diligências feitas em Barra de São João, constatou que o policial não aparecia no local há pelo menos dez dias. Cardoso declarou também que o policial disse que só foi para Barra de São João às 4h do dia 1º, portanto pelo menos seis horas antes da matança. O advogado de Carvalho, Marco Antônio Gouveia de Faria, disse que as cápsulas encontradas no Gol prata que foi utilizado pelo cliente só foram localizadas no veículo após uma segunda vistoria. No entanto, disse que não pode afirmar que a evidência foi plantada. Sobre as jóias encontradas na casa do policial na última segunda-feira e que foram reconhecidas inicialmente como sendo da vendedora Mara Valéria Bittencourt, desaparecida desde dezembro do ano passado após ser seqüestrada em Japeri, Faria afirmou que as bijuterias são da família do cliente. Carvalho é apontado como suspeito no caso. Com relação ao Gol preto roubado, o advogado afirmou que o cliente comprou de um outro policial militar. Faria criticou as investigações da polícia. Os casos de grande repercussão tomam o caminho que o secretário de Segurança quer dar, afirmou.

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