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Violência contra sem-terra é investigada

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Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra viajam para Rondônia na próxima quinta-feira para investigar as denúncias de violência praticada contra trabalhadores sem-terra no Estado e depois seguem para o Paraná. Segundo o presidente da CPMI, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), os integrantes da comissão puderam comprovar, na última semana, a cobrança de pedágio - desvio de dinheiro da reforma agrária por parte dos movimentos sociais de trabalhadores sem-terra - no Paraná. Este é o motivo que leva a CPMI de volta ao Estado. Na última audiência da CPMI, ocorrida na quinta-feira, a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Pernambuco, Maria de Oliveira, disse que não, mas diante da exibição de um documento do Tribunal de Contas da União (TCU), que apurou uma ocorrência no Paraná, quando ela servia no Estado, a funcionária reconheceu o fato, admitindo a existência de pedágio no Paraná, mas confirmando desconhecê-lo em Pernambuco. Álvaro Dias disse que a denúncia da cobrança de pedágio em todo o País precisa ser melhor investigada. Está comprovado pela CPI da Assembléia [Legislativa] o desvio de dinheiro público no Paraná; uma outra CPI, em Pernambuco, apura denúncia no mesmo sentido, que tem origem no próprio Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Não estamos afirmando que a denúncia tem procedência, mas também não podemos concordar com a afirmação da superintendente do Incra de que não há desvio em Pernambuco. A delegada da Polícia Federal Miriam Fumie Takano, também ouvida na reunião da CPMI, negou as acusações feitas pelo fazendeiro Manoel Domingues Paes Neto, que afirmou ter prestado depoimento à Polícia Federal sob coação e tortura.

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