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Negociação sofre restrição na Nigéria

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Agência Folha Abuja, Nigéria No momento em que acompanhava uma demonstração de danças típicas da Nigéria na pista do aeroporto de Abuja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu a paciência com os fotógrafos brasileiros e nigerianos que se acotovelavam à sua frente. A imprensa, às vezes, atrapalha, disse o presidente ao tradutor brasileiro, para que transmitisse o recado, em inglês, aos representantes do governo local. A seguir, sob um forte calor e visivelmente nervoso por não ter conseguido acompanhar como gostaria a exibição das danças, Lula tentou demonstrar tranqüilidade ao ser questionado pela reportagem sobre o ocorrido: Os fotógrafos não me deixaram ver nada. Ontem foi seu segundo dia na África, onde visitará Camarões, Nigéria, Gana, Guiné-Bissau e Senegal. Pela manhã, na capital de Camarões (Iaundê), Lula participou de cerimônia de assinatura de atos e ficou admirado com a estrutura da sede do governo, que contrasta com a pobreza da cidade. Durante o discurso do presidente Paul Biya, Lula deu uma leve cochilada. Já no início da tarde, em Abuja (capital nigeriana), Lula foi recebido pelo presidente Olusegun Obasanjo na sede do governo local. Apontadas como o principal foco da atual visita de Luiz Inácio Lula da Silva à África, as negociações com a Nigéria sofreram um forte revés. As articulações comerciais entre os dois países apresentaram sinais de estagnação e de restrições a alguns produtos e, por conta disso, uma nova missão brasileira, com ministros e empresários, deve ser enviada ao país ainda neste ano. A preocupação do governo brasileiro é com o acúmulo de seu déficit comercial com os nigerianos (a diferença entre importações e exportações deve chegar neste ano aos US$ 5 bilhões). É o maior déficit comercial do Brasil, disse o ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan.

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