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Oposição diz que mea-culpa foi curto

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Lideranças da oposição afirmaram ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter feito um mea-culpa mais extenso do que admitir ter cometido três erros até agora em seu governo. Deveria ter reconhecido uns cem erros, os três que ele admitiu não são erros, são puramente incompetência, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP). Já os governistas elogiaram a firmeza e a forma determinada como Lula teria respondido aos questionamentos. Para Goldman, Lula não deu respostas - fez discursos. O presidente fez 14 longos discursos, sem permitir a réplica dos jornalistas. Teria sido mais produtivo se ele tivesse dado respostas curtas e permitido aos jornalistas comentá-las, declarou o tucano. O deputado federal Rodrigo Maia (RJ), líder do PFL, afirmou que Lula tinha muito mais coisa para reconhecer. O presidente deveria admitir que pioraram muito as expectativas da população com relação à violência, à saúde, ao desemprego, declarou o pefelista. Foi entrevista marqueteira, com Duda Mendonça comandando os ensaios e a apresentação, disse o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. Para o tucano, Lula foi modesto ao admitir seus principais erros e deveria ter citado fracassos no Fome Zero e na reforma agrária, entre outras centenas de erros. Virgílio também disse que os comentários de Lula sobre a taxa de juros fez com que se ascendesse uma luz de alerta. O presidente acha que erra ao controlar a inflação só com juro. Essa declaração, somada à saída de Marcos Lisboa do Ministério da Fazenda, acende uma luz de alerta. Marcos Lisboa era o cérebro da política econômica. Será que o ministro Palocci perdeu terreno e que se pensa em mudanças?, disse o tucano. Segundo o líder do PFL, o fato de Lula ter se declarado unha e carne com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, com relação à política econômica, mostra que o presidente não quer mexer o traseiro e baixar as taxas de juros. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu a entrevista de Lula. O presidente falou de maneira tranqüila e deu informações a toda a sociedade, disse.

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