Nacional
Eleição de Severino foi erro mais grave
AGÊNCIA FOLHA A exemplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro José Dirceu (Casa Civil) também fez ontem o mea-culpa pela eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) à presidência da Câmara. Talvez tenha sido o mais grave erro que cometemos até hoje, disse em Montevidéu (Uruguai), onde participou de encontro de partidos progressistas e governos do Cone Sul. Depois de afirmar que o resultado foi um erro grave do PT e dos partidos mais próximos, Dirceu disse que não se pode deslegitimar a eleição. Severino não tem responsabilidade sobre isso. Ele fez o que qualquer parlamentar pode fazer - candidatar-se e ter apoio do seu partido. Nós é que não fomos capazes de ter um candidato só e vencer as eleições, afirmou. ECONOMIA Sobre a condução da economia, o ministro disse que a autoridade monetária tem que combinar o combate à inflação com o nível de manutenção de emprego e crescimento. Se ela não faz isso, o governo tem que fazer. O ministro também afirmou que o debate sobre a política de juros vai continuar e previu conseqüências dessa discussão nas eleições de 2006. (Com o debate) todos os agentes sociais, econômicos e políticos tomam conhecimento dos problemas que o País tem. E o povo vota a cada quatro anos e escolhe o caminho que tem que escolher, afirmou o ministro. Para a campanha à reeleição de Lula, Dirceu disse que irá trabalhar para obter o apoio do PMDB. Mas classificou como uma contradição o comportamento dividido do partido em relação ao governo. Os governadores (do PMDB) não estão apoiando o governo. A maioria da bancada na Câmara não apóia o governo. Temos um apoio consistente no Senado. E o PMDB participa do governo com ministros e dirigentes em vários espaços. É uma contradição que expressa os problemas internos do PMDB, que temos que procurar equacionar.