Nacional
Deputada espera acareação com Mabel
FOLHA ONLINE A deputada licenciada Raquel Teixeira (PSDB-GO) disse na última sexta-feira que recebeu com tranqüilidade a representação apresentada contra ela, pelo deputado Sandro Mabel (PL-GO), junto à Corregedoria da Câmara. Ela anunciou que seus advogados já procuraram o Conselho de Ética da Casa para pedir que seja feita uma acareação entre os dois. Eles depuseram nesta semana perante o Conselho sobre o caso Roberto Jefferson (PTB-RJ) e suas denúncias de pagamento de mesada a deputados, o chamado mensalão. Na tarde desta quinta-feira, Mabel ingressou com uma representação contra Raquel Teixeira junto à Corregedoria alegando que a deputada licenciada faltou com o decoro parlamentar ao mentir durante o seu depoimento no Conselho. Estou tranqüila. Já esperava uma reação destas por parte do deputado Mabel. Ele tem que se defender de todas as formas. Eu já pedi uma acareação entre ele e eu no Conselho, mas ainda não tem data marcada. O que posso dizer é que eu falei a verdade do que vi e ouvi. Vou juntar todas as informações possíveis sobre o caso e apresentar à Corregedoria, afirmou Raquel Teixeira. Em seu depoimento no Conselho, na última quarta-feira, a deputada licenciada afirmou ter recebido proposta financeira no valor de R$ 1 milhão no final do ano, mais mesada de R$ 30 mil podendo chegar a R$ 50 mil, caso aceitasse trocar o PSDB pelo PL. A oferta foi feita por Mabel, no dia 18 de fevereiro de 2004. Mabel negou as informações prestadas pela deputada e afirmou que ela mentiu ao falar em proposta de dinheiro. Ele confirma o convite para a troca de partido, mas diz que a oferta tratou de maior espaço no programa de rádio e TV, maior exposição pública do que Raquel Teixeira tinha no PSDB, além do empenho de suas emendas pessoais no Orçamento e a contratação de duas pessoas que Raquel Teixeira indicasse para a liderança do PL. ### É absurdo demais, diz Ciro Gomes AGÊNCIA FOLHA Rio de Janeiro O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afirmou na última sexta-feira, no Rio, que a denúncia sobre a existência do mensalão é absurda demais para ser verdade. Ciro Gomes relatou a visita de Roberto Jefferson há cerca de um ano e meio, quando o ex-presidente do PTB contou ao ministro sobre o suposto pagamento de mesada a deputados. Segundo o ministro, Jefferson chegou a citar a cifra de R$ 3 milhões. Quis saber se ele tinha alguma evidência, uma demonstração de que pudesse saber de fato e ele não tinha, disse. Embora eu saiba que meia dúzia de políticos ou até mais do que isso no Brasil tenham perdido a noção, a gente tem que achar essas pessoas e tirar do meio político, acrescentou. Sobre os rumos da reforma ministerial, Ciro Gomes mostrou tranqüilidade. Reforma ministerial é algo que a gente tem que se acostumar e que deve ser um encargo exclusivo do presidente da República, disse. ALENCAR O vice-presidente José Alencar defendeu, no Rio, uma investigação rigorosa e dura sobre o mensalão. Segundo ele, a sociedade não aceita que essas questões não sejam apuradas. Se for verdade, tem que haver a punição de todos os culpados. Isso não pode ficar dessa maneira, disse ele em entrevista no Teatro Municipal, onde participou da posse do empresário Olavo Monteiro de Carvalho na presidência da Associação Comercial do Rio de Janeiro. De acordo com Alencar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está firme no propósito de que essas apurações sejam levadas a efeito não só pela CPI como também pela Polícia Federal.