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Reforma acaba com status de ministério de duas secretarias

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Cristiane Jungblut Agência O Globo Após uma rápida reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem, por meio do porta-voz André Singer, novas mudanças no primeiro escalão do governo. A Secretaria de Comunicação de governo (Secom) perde o status de ministério, passando a ser subordinada à Casa Civil. Segundo Singer, Gushiken permanece como secretário de Comunicação. Além de a Secretaria de Comunicação deixar de responder diretamente à Presidência da República e passar a ser subordinada à Casa Civil, a Secretaria Especial de Direitos Humanos também volta a ser subordinada ao Ministério da Justiça. O secretário Nilmário Miranda, que tinha status de ministro, pediu para sair do cargo alegando que será candidato nas eleições de 2006. DEPUTADOS NOVAMENTE O porta-voz confirmou ainda que voltam para a Câmara os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que sai do Ministério da Coordenação Política, e Eduardo Campos (PSB-PE), da Ciência e Tecnologia. Campos será substituído por Sérgio Resende, atual presidente da Finep, uma das principais fomentadoras do ministério. O ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Jaques Wagner, passará a comandar uma nova secretaria, que se chamará Secretaria do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e Relações Institucionais, que na prática é a fusão da extinta Secretaria da Coordenação Política e Assuntos Institucionais, até agora chefiada por Aldo Rebelo, e a atual Secretaria do CDES. A versão oficial para a saída de Aldo e Campos é que Lula pediu a ambos que reforcem a defesa do governo na Câmara, que está desfalcada com as dificuldades políticas que enfrentam diversos integrantes da cúpula petista, como os deputados José Dirceu (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP). ### Marinho promete mínimo decente O ministro da Previdência, Romero Jucá, também voltará ao Senado, mas Lula não anunciou seu substituto, o que só deve ocorrer na próxima segunda-feira. O porta-voz também confirmou que o ministro da Educação, Tarso Genro, deixará o MEC no dia 27 de julho, mas o porta-voz não confirmou que ele será substituído por Fernando Haddad, embora o próprio Tarso já tenha dado a informação. Na segunda-feira, Lula anunciará as mudanças restantes na sua equipe. Devem ser anunciados o novo ministro da Previdência e as mudanças no comando das estatais. O ministro das Cidades, Olívio Dutra, deve permanecer em seu posto. Posse O novo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tomou posse ontem prometendo construir um salário mínimo decente e afirmando que não será o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) frente ao ministério. Marinho tomou posse em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente José Alencar e 30 ministros - que participaram, logo depois da posse, de uma reunião ministerial. Em seu discurso, Marinho agradeceu ao seu antecessor, Ricardo Berzoini, e disse que dará continuidade ao trabalho e projetos em andamento. Mas ressaltou que trabalhará buscando, evidentemente, focar programas e projetos. ### Lula tenta injetar ânimo a ministros O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou dar uma injeção de ânimo nos ministros que participaram ontem da reunião ministerial. As únicas ausências registradas foram dos ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), Gilberto Gil (Cultura) e Luiz Gushiken (Comunicação), que não estavam em Brasília. Antes de embarcar para Paris, onde participará das comemorações do ano do Brasil na França, Lula fez um balanço positivo de alguns projetos do governo, mas disse que é preciso avançar. Para isso, pretende viajar pelo País e acelerar ações do governo. Ao agradecer o trabalho dos ministros que deixam o governo, o presidente destacou a importância do apoio do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e dos deputados Eduardo Campos (PSB-PE) e Aldo Rebelo (PC do B-SP) no Congresso. O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse que o presidente recomendou ?muito trabalho para buscar resultado e mostrar que esse governo faz a diferença para o Brasil. Crise política A crise política, no entanto, não passou despercebida. Lula reforçou o discurso de que o governo vai apurar tudo o que tiver que ser apurado e punir os envolvidos em irregularidades. No balanço positivo do governo, o presidente Lula incluiu avanços na produção rural, no microcrédito, na infra-estrutura (estradas e energia), no Bolsa Família, na educação e na reforma agrária. A posse dos novos ministros está prevista para terça-feira.

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