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Proximidade do inverno aumenta doen�as de nariz

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São Paulo ? Espirrando há uma semana? Sua mulher reclama de sentir a cabeça pesada? As crianças estão com o nariz escorrendo ou coçando? É assim mesmo. As vias respiratórias estão entre as grandes vítimas dos meses de outono e inverno. Nessas épocas do ano, adultos e crianças sofrem com o ar frio, o que aumenta em até 50% as complicações do nariz e suas extensões ? que vão do resfriado às pneumonias, passando pelas gripes, rinites e sinusites. Além do ar frio, o inverno traz alterações da umidade relativa do ar e da concentração dos poluentes. O nariz acaba funcionando como espelho dessas oscilações. Uma forma de combater esses males respiratórios é ingerir muito líquido. De acordo com o coordenador do Instituto de Otorrinolaringologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Yotaka Fukuda, isso umedece a secreção e evita seu acúmulo. Mas é possível fazer mais. ?Evitar dormir com o cabelo molhado e andar com os pés descalços são algumas formas de prevenção??, alerta o otorrinolaringologista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André Marcelo Alfredo. Não é só. Segundo o diretor de rinologia do Hospital das Clínicas, Richard Voegels, uma boa alimentação previne gripes e resfriados. Evitar álcool ? que diminui as defesas ? e ingerir cereais, verduras e frutas também são boas formas de manter a saúde do nariz. No ranking das doenças que atingem as vias respiratórias, as campeãs são as rinites ? alérgicas e inflamatórias. A alergia é uma reação inadequada do sistema imunológico a substâncias que, de fato, são inofensivas. Daí vêm a coriza e os espirros ? manifestações da defesa do corpo. Já a rinite infecciosa ocorre quando há, de verdade, presença de vírus no organismo. Se não for tratada, ela pode levar o quadro à sinusite. Outra doença muito frequente é o desvio do septo. Segundo Voegels, o diretor de rinologia do Hospital das Clínicas, estudos apontam que o indivíduo que dorme sempre de boca aberta -chamado ?respirador bucal crônico??- tem expectativa de vida de oito a dez anos menor do que quem respira pelo nariz. O respirador bucal é, geralmente, vítima do comum desvio do septo ou de adenóide.

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