loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Vitória do Não chega a quase 64%

Ouvir
Compartilhar

| Globo Online Rio de Janeiro Os brasileiros votaram no domingo contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no território nacional. Com 99,99% das urnas do Referendo do Desarmamento apuradas, o resultado divulgado pelo TSE às 19h de ontem é de 63,94% para o Não, contra 36,06% para o Sim. As abstenções somam 21,85%, os votos em branco 1,39% e os nulos, 1,68%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só deverá divulgar hoje o resultado oficial do referendo sobre a proibição do comércio de armas e munição no Brasil. A contagem dos votos da última urna, no Acre, foi suspensa no final da tarde de ontem e só será retomada hoje de manhã. ### Nordeste deu maior votação para o Sim A Região Nordeste foi a que deu a maior votação ao Sim no referendo sobre a proibição da venda de armas: 42,50%, contra 57,50% do Não. Já a Região Sul foi a que registrou o pior desempenho do Sim, com apoio de apenas 20,41% dos eleitores, enquanto 79,59% se pronunciaram pelo Não. Ainda sem o número oficial, mas com a vitória do Não consolidada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Velloso, preferiu não dar opinião sobre o resultado da consulta popular. O que o povo decide é soberano, é só isso o que eu posso dizer, declarou ele em entrevista. Carlos Velloso elogiou as campanhas das duas frentes parlamentares e disse que gostaria de ver outros referendos sendo realizados futuramente no Brasil. Sou um adepto dos referendos, da democracia, do povo participando diretamente das decisões, afirmou. Na Região Norte, onde tradicionalmente há mais eleitores faltosos, o percentual de abstenções deverá ser maior em comparação a anos anteriores, devido à dificuldade de locomoção da população. Com a seca, os leitos dos rios foram esvaziados e o transporte fluvial, vital para a região, ficou prejudicado. A média percentual nacional observada no ano passado foi de 16,53% no primeiro turno. Em 2002, 17,74% dos eleitores deixaram de votar para presidente da República também no primeiro turno. Os números incluem quem não votou, mas justificou a ausência perante a Justiça Eleitoral. O índice de abstenção observado agora é compatível com o registrado no segundo turno das eleições presidenciais de 2002, quando 20,46% dos eleitores não compareceram às urnas. Em 2004, foram contabilizados 17,28% de ausências no segundo turno. Na opinião de Velloso, o universo de 20% de abstenção não pode ser considerado alto.

Relacionadas