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Marqueteiro do sim analisa derrota

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| CARLOS FRANCO Agência Estado São Paulo - Quando se perde jogo, eleição, referendo, sobram lamentos e procuram-se culpados. Não foi diferente com os profissionais de comunicação, artistas e igrejas que endossaram a campanha pela proibição da venda de armas e munição no Brasil. O vice-presidente da agência de publicidade Giovanni, FCB, Adilson Xavier, que, mais que apoiar a campanha, criou seu logotipo, o jingle e arregimentou produtores e artistas para apoiar a causa, está frustrado com o resultado. Tínhamos os melhores depoimentos, um elenco de credibilidade, as melhores produtoras de audiovisual, e tudo sem custo. Só que a campanha do ?não? foi mais inteligente ao catalisar o profundo momento de desconfiança da sociedade em relação ao poder instituído, à segurança pública e ao desejo de protestar, de dizer não ao governo achando que o ?sim? seria governo, o que não é verdade, disse Xavier. A intenção sempre foi a de reduzir o número de armas em circulação e pôr uma trava na venda de munição, que estimula a violência, observa. Segurança pública No elenco de credibilidade a que se refere o publicitário, entram nomes como Fernanda Montenegro e Chico Buarque, além de líderes religiosos, e no de produtoras, para ficar apenas em dois exemplos, a Conspiração Filmes (a mesma de Eu, tu, eles) e a O2 (onde está Fernando Meirelles, o premiado diretor do longa nacional Cidade de Deus). O consolo do publicitário é que o referendo pôs a questão da segurança pública na ordem do dia e esse será assunto obrigatório nas eleições do próximo ano. Para Xavier, a turma que votou ?não? o fez por protesto, sem levar em conta a pergunta do referendo. Ele também lamenta o problema lingüístico: quem queria a proibição de armas tinha de assinalar sim e quem queria a permissão, não. Para Adilson Xavier, o momento em que ocorreu o referendo não poderia ser pior. Muitos acharam que se tratava de uma cortina de fumaça para a crise, mas o referendo foi fruto da indefinição do Congresso quanto à questão, avalia.

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