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Consumo de peixe cresce com aftosa

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| Fabiana Ribeiro O Globo Rio de Janeiro - Medo da aftosa. E da gripe aviária. Juntos, esses dois fatores estão deixando os consumidores preocupados e fizeram com que a procura por peixe tenha registrado forte alta em outubro. Em alguns supermercados, nos últimos 15 dias o consumo de peixe cresceu 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Diante das vendas em alta, já se pode encontrar pescado até 40% mais caro, embora algumas redes estejam fazendo promoções. Especialistas, no entanto, lembram que a aftosa não coloca em risco a saúde de seres humanos e a gripe aviária não atingiu o País. Mesmo que peixe seja mais caro que carne, a passagem para o peixe é automática. Projetamos que esse aumento de consumo seja de 20%. As pessoas ouvem essas notícias e ficam inseguras, afirmou Atílio Guglielmo, diretor da Associação Mercado São Pedro, em Niterói. No Walt-Mart, as vendas de peixe cresceram nas últimas duas semanas de 15% a 20%, em relação ao mesmo período de 2004. E no supermercado Zona Sul, o terceiro trimestre apresentou aumento de 10% no setor, também se comparado com o mesmo período do ano passado. Por causa da aftosa, tivemos queda de 15% nas vendas de carne: as pessoas estão tensas. Na dúvida, buscam o que consideram mais saudável, disse Pietrângelo Leta, coordenador de Compras do Zona Sul. Mais caro Mas o custo do peixe para o supermercado subiu até 25%, lembrou Leta. No Zona Sul, o quilo do linguado passou, numa semana, de R$ 17,90 para R$ 25 (39,6%), e o de salmão, de R$ 28 para R$ 33 (17,8%). A peixaria nº 114 do Mercado São Pedro comemora aumento de 10% nas vendas nas últimas duas semanas. Mas seu administrador, Hamilton Custódio, garante que ainda não houve repasse de preços. A falta de informação assusta as pessoas. De qualquer maneira, o quilo da corvina continua de R$ 4,50 a R$ 5; e o da anchova, R$ 10. A subida dos preços depende do pescador. De olho nesse mercado, o Prezunic já dobrou os pedidos de peixe para suas lojas. Sem alterar os preços dos produtos, garante Genival de Souza, diretor da empresa. Há ao menos duas semanas, o quilo do filé de merluza está na faixa de R$ 7,90; e o do filé de cação, a R$ 7,85. A aftosa, em especial, vem afastando o consumidor das carnes. Até essa fase terminar, teremos que dar atenção ao peixe. Peixes mais caros, no entanto, também afastam o consumidor, lembra Paulino Costinha, diretor-comercial do Mundial. Então, a hora é de fazer promoções. Como a que foi feita anteontem: no supermercado, o filé de corvina estava sendo vendido a R$ 2,99, 30% a menos que a média do mercado. No Prezunic, a oferta relâmpago realizada ontem atraiu a consumidora Núbia Campos. Diante do filé de pescada a R$ 1,99 ? o preço era R$ 3,89 ? ela levou três pacotes para casa. ### Médico diz que doença é no bolso Expedito de Barros, médico veterinário da Defesa Sanitária da Secretaria estadual de Agricultura do Rio de Janeiro, tranqüiliza consumidores que estão em dúvida sobre aftosa. Ele diz que aftosa é doença econômica: A dor é no bolso do produtor e não passa para o homem. Já a gripe aviária traz problemas para os seres humanos, porque seu vírus faz mutação no organismo dos homens. Mas não fomos atingido por esse mal. Vacinação O primeiro dia da segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Piauí foi marcado pela falta de vacinas, principalmente na região onde está a maior parte do rebanho. O diretor da Unidade de Defesa Agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Rural, José Antonio Filho, disse que o IBGE estima que no Piauí haja 1,8 milhão de cabeças de gado, mas no mercado há apenas 150 mil doses de vacina. Ele afirmou que das dez lojas que vendem a vacina só uma tem o produto. Os maiores municípios em pecuária, como Bom Jesus e Parnaíba, não têm vacinas. José Antonio disse que se até o dia 5 continuar faltando vacinas, o Piauí pedirá ao Ministério da Agricultura mais prazo para a vacinação, que acaba em 30 de dezembro. Ele explicou que as lojas não têm vacinas, pois precisam de capital de giro, além de local de armazenamento adequado.

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