Nacional
Discussão mal começou, diz ministra
| Folhapress Salvador Na última sexta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como saudáveis as divergências entre integrantes de seu governo, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse em Salvador que a discussão com o ministro Antonio Palocci (Fazenda) está apenas no começo. Acho que estou certa, é uma questão de opinião. Essa discussão mal começou, disse a ministra, depois de participar da solenidade de lançamento do Plano de Qualificação Profissional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), da Petrobras. De acordo com Dilma Rousseff, as críticas que tem feito à política econômica não são apenas sobre assuntos pontuais. Estamos discutindo o que vai acontecer com o ajuste fiscal, afirmou. Após o seu discurso, Dilma Rousseff reconheceu que existem queixas de seus colegas de ministério sobre a falta de liberação de verbas. Não sou porta-voz dos ministros, mas as queixas existem, algumas justas, algumas injustas. Sou apenas a chefe da Casa Civil, que é ligada à Presidência da República. Dilma Rousseff, no entanto, fez questão de elogiar alguns aspectos da política econômica. Eu respeito muito o ministro Palocci, ele também me respeita. É claro que muitas conquistas aconteceram durante essa gestão, como o controle da inflação e o aumento no número de vagas de emprego. Assim como o presidente Lula, a ministra disse que também espera chegar a um consenso com Antonio Palocci. É claro que espero um consenso, até porque, se não houver [o consenso], será um diálogo de surdos. O Prominp, que exigirá um investimento de cerca de R$ 220 milhões, pretende dotar o País de 70 mil profissionais nos níveis superior, técnico e básico para atender à demanda do setor de petróleo e gás. Serão treinados 64 mil profissionais de nível básico e técnico e 6.000 de nível superior até o fim de 2007, segundo a Petrobras. Lula Na sexta-feira, em entrevista a emissoras de rádio, o presidente Lula defendeu abertamente o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Lula fez uma defesa mais enfática de Palocci confirmando sua presença no governo, desde o aumento das denúncias contra o ministro e das divergências com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Palocci é e continuará sendo meu ministro da Fazenda - disse Lula. O presidente Lula afirmou ainda que as divergências entre os ministros Palocci e Dilma Rousseff são saudáveis e fazem parte da democracia, mas deu mostras de que a proposta defendida pela área econômica - de um compromisso explícito do governo com metas de superávit fiscal de longo prazo - não será adotada tão cedo.