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Verticalização é igual ao voto vinculado
| PRISCILLA MAZENOTTI Agência Brasil O presidente do Instituto de Direito Político Eleitoral e Administrativo, Alberto Rollo, comparou a verticalização com o sistema de voto vinculado adotado nas eleições de 1982 o último pleito realizado ainda sob o regime militar no País. Na época, quem votasse para governador em um partido, era obrigado a votar no mesmo partido para todos os outros cargos, sob a pena de ter o voto anulado. A eleição direta para presidente da República ainda não havia sido restabelecida; só o seria em 1989, por força da Constituição de 1988. Segundo Rollo, o voto vinculado era chamado, na época, de excrescência do regime militar. O sistema da verticalização é muito parecido com esse sistema de voto vinculado e é bom que isso termine, afirmou. Na quarta-feira (25), o plenário da Câmara aprovou, em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a verticalização das coligações partidárias. Se aprovada em segundo turno e também no Senado, acaba a obrigatoriedade de os partidos repetirem nos estados as alianças feitas nacionalmente para a disputa da presidência da República. A proposta dá autonomia aos partidos para estabelecer coligações de acordo com os interesses políticos locais e nacionais. Em entrevista à Rádio Nacional, Alberto Rollo explicou que a verticalização foi adotada nas eleições de 2002 por meio de uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acho que a posição do Congresso de acabar com a verticalização é correta, disse o cientista político. Ele deu como exemplo a coligação entre PT e PL para eleger o presidente e o vice-presidente. Dois programas absolutamente distintos foram juntados numa coligação, e ninguém reclamou que isso seria uma bagunça partidária, acrescentou.