Nacional
Serra e Alckmin se unem em cerimônia
| Folhapress São Paulo Após o sumiço nesta semana, o prefeito José Serra (SP) volta a aparecer em público hoje. Serra participa da cerimônia de implantação do Bilhete Único em novas estações do Metrô e da CPTM ao lado do governador Geraldo Alckmin (SP). Com isso, Serra tenta acabar com dois rumores de uma vez só. Além de mostrar que não está rompido com Alckmin, o prefeito sinaliza que seu desaparecimento não tinha relação com uma possível indecisão sobre aceitar ou não sair candidato à Presidência pelo PSDB. Esses rumores aumentaram com a viagem de Serra para a Argentina nesta semana. A expectativa era que Serra retornasse ontem para São Paulo para participar de um encontro com o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE). O encontro acabou não ocorrendo e ninguém informou qual era o paradeiro de Serra. Data marcada Enquanto Serra ficou fora de circulação, o governador Geraldo Alckmin (SP) manteve seu discurso de pré-candidato do PSDB à Presidência. Alckmin já declarou publicamente que é pré-candidato e marcou data para se desincompatibilizar do governo: 31 de março. Serra, entretanto, ainda não declarou publicamente se está disposto a abandonar a Prefeitura de São Paulo para disputar as eleições de outubro com o provável candidato petista à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva - que aparece com vantagem nas últimas pesquisas de intenção de voto. Apesar de Serra contar com a simpatia tanto da cúpula tucana como do aliado PFL, a sua demora para se posicionar começou a incomodar governadores tucanos e parlamentares do PSDB. A insistência de Alckmin em manter sua candidatura também começou a ser criticada, pois sua atitude poderia prejudicar ainda mais uma definição de Serra, que condiciona sua candidatura à unidade do partido. Em público, entretanto, os cardeais tucanos negam qualquer disputa interna pela definição do candidato do PSDB à Presidência. Preocupados com a repercussão de um possível racha, os tucanos se apressaram para mostrar que estão unidos. O primeiro sinal de união deve ser dado amanhã, na estação Barra Funda. ### Germano Rigotto diz que há boicote em sua campanha | FOLHAPRESS Teresina O governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, disse ontem em Teresina (PI) que sua campanha para ser o candidato do PMDB à Presidência está sofrendo boicote. Segundo ele, seu material de divulgação não está chegando aos estados e isso vem prejudicando a sua performance eleitoral com os convencionais do partido. Germano Rigotto disse que irá pedir uma investigação para apurar o sumiço do material - cerca de 25 mil informativos, cartazes e adesivos. Não sei de onde está partindo esse boicote. Mandei esse material há três semanas para o Piauí e outros estados, e, estranhamente, não estão chegando aos convencionais. Por isso vou pedir uma investigação para saber as razões desse desaparecimento, que é sem lógica, afirmou Rigotto. O gaúcho, no entanto, não soube dizer de onde poderia ter partido o boicote. Ele reafirmou que o governo federal está trabalhando para que a prévia não ocorra, junto com setores governistas do PMDB. Está acontecendo algo muito estranho, mas vamos investigar, disse Rigotto. PT EM SÃO PAULO Para tentar alavancar o nome do senador Aloizio Mercadante como candidato ao governo de São Paulo pelo PT, seus correligionários pretendem fazer uma espécie de força-tarefa e reunir lideranças, deputados, prefeitos e sindicalistas para percorrer o Estado. Eles avaliam que, por ser líder do governo no Senado, Mercadante perde tempo para a ex-prefeita Marta Suplicy, sua rival na disputa pela candidatura, que tem viajado ao interior do Estado. Pesquisa Ibope divulgada ontem pela Folha apontou preferência do eleitorado paulista pela candidatura de Marta. De acordo com a pesquisa, se a eleição fosse hoje, Marta teria 26% dos votos contra 20% do ex-governador Orestes Quércia (PMDB). Quando o candidato do PT é Mercadante, ele seria derrotado por Quércia por 26% a 14%. Mercadante, porém, tratou de minimizar a pesquisa. Há uma grande diferença entre o resultado do Ibope e do Datafolha. A pesquisa Datafolha divulgada em 16 de dezembro demonstrou que a intenção de votos em Marta variava entre 21% e 23%, e a em Mercadante, entre 20% e 23%.