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Lembo: Estado de Direito está em risco
Chico de Gois Michele Oliveira Folhapress São Paulo - Cláudio Lembo, do PFL, o vice que se tornou governador de São Paulo, com a renúncia de Geraldo Alckmin (PSDB) para concorrer à Presidência, criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elogiou seu antecessor. Espero que o Brasil possa ser resgatado por Alckmin, disse, em tom de campanha. Durante a cerimônia de posse na Assembléia Legislativa, Lembo afirmou que o Estado de Direito no País está em risco, em uma referência à violação do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Mais tarde, na transmissão do cargo, no Palácio dos Bandeirantes, afirmou que o Brasil está acostumado a aventuras ingênuas e que, em São Paulo, isso não se faz. Lembo prometeu respeitar o Estado de Direito. O Estado de Direito está em risco no Brasil. Quando a intimidade é agredida, há um perigo, afirmou. Os ataques ao governo Lula e os elogios mais eloqüentes a Alckmin aconteceram na tarde de sexta-feira, no auditório do Palácio dos Bandeirantes, onde cerca de 1.200 pessoas compareceram para assistir à cerimônia. Quebrando o protocolo do cerimonial, Lembo discursou antes de Alckmin. O Brasil que nós temos no momento não é o Brasil que queremos. Em seguida, disse: Espero que o Brasil possa ser resgatado por esse homem, que, posso dizer, é exemplar??. Lembo prometeu dar continuidade à administração do tucano. Ele oficializou a troca de nove secretários. Lembranças Alckmin discursou por 20 minutos. Fez questão de lembrar do governador Mario Covas, morto em 2001, com quem assumiu o governo em janeiro de 1995. Recordou o ajuste fiscal promovido por seu antecessor, falou da necessidade de mudança no País e disse que iniciava uma jornada e não uma batalha. E acompanhou Lembo na crítica ao governo. Nosso País não é para amadores, como dizia Tom Jobim. O pré-candidato do PSDB anunciou que iniciava uma jornada cívica e se disse um homem de sorte por ter se casado com dona Lu. A ex-primeira-dama deu um abraço e um beijo no marido, interrompendo o discurso. Lideranças do PFL acompanharam as cerimônias de transmissão de posse e juramento de Cláudio Lembo. Entre os presentes estavam o presidente da sigla, senador Jorge Bornhausen (SC), e os senadores Marco Maciel (PE), Heráclito Fortes (PI) e Romeu Tuma (SP). Outras lideranças não compareceram, como o senador baiano Antonio Carlos Magalhães e o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), cotado para ser vice de Alckmin. Do PSDB, o único governador presente foi Lúcio Alcântara (CE). O presidente do partido, Tasso Jereissati, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, e na Câmara, Jutahy Magalhães, não compareceram. ### Mercadante acusa Serra por não terminar mandato em SP | FAUSTO SALVADORI FILHO Folha Online O senador e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo Aloizio Mercadante atacou a candidatura do ex-prefeito José Serra ao governo do Estado de São Paulo, que chamou de estelionato eleitoral. O prefeito José Serra disse em todas as oportunidades e de todas as formas que não sairia da prefeitura para ser candidato. Ele desrespeitou completamente os eleitores e foi contra o valor mais importante que o homem público pode ter, que é sua palavra, afirmou Mercadante. Não sei se a candidatura de Serra ficará conhecida como dia do golpe, já que aconteceu no Dia do Golpe de 1964, ou como o Dia da Mentira, que é quando começa o governo [Gilberto] Kassab, completou ele se referindo ao novo prefeito de São Paulo. Ele também atacou o novo prefeito Gilberto Kassab. A cidade está condenada a ter um prefeito que não elegeu e jamais elegeria. Kassab foi o homem forte do governo Celso Pitta, o governo mais corrupto da história de São Paulo, disse. Com Serra, a gente nun-Kassab, repetiu Mercadante em tom irônico. Apesar das críticas, Mercadante também corre o risco de abandonar seu mandato de senador de oito anos pela pela metade. ### Lembo altera nove secretarias em SP Elizabeth Lopes Jander Ramon Estadão Online São Paulo - O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), que assume o posto com a saída de Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, fará nove alterações no secretariado do Estado de São Paulo. Alguns secretários vão disputar cargos nas próximas eleições ou participar da campanha do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin. É o caso de João Carlos de Souza Meirelles, ex-secretário de Ciência e Tecnologia, que será um dos coordenadores. As mudanças Na Secretaria da Casa Civil, Antonio Rubens Costa de Lara entra no lugar de Arnaldo Madeira; na Secretaria da Justiça, Eunice Prudente entra no lugar de Hédio Silva; na Secretaria da Habitação, Márcio Bueno entra no lugar de Emanuel Fernandes; na Secretaria de Economia e Planejamento, Fernando Carvalho Braga entra no lugar de Martus Tavares; na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Rogério Amato entra no lugar de Maria Helena de Castro; na Secretaria da Educação, Maria Lucia Vasconcelos entra no lugar de Gabriel Chalita, na Secretaria da Juventude, Esportes e Lazer, Antonio de Alcântara Machado entra no lugar de Lars Grael; na Secretaria de Ciência e Tecnologia, Maria Helena de Castro entra no lugar de João Carlos de Souza Meirelles; e na Secretaria da Agricultura, Alberto Macedo entra no lugar de Duarte Nogueira. Sem carisma Lembo tem 71 anos e reúne as características de político da direita católica. É discreto, cultiva hábitos rígidos, veste-se de forma austera, tem ironia fina que costuma arrancar risadas até de adversários, devora livros sobre doutrina, é homem de bastidores - e especialista em sobrevivência política. Eu acho que sou assim: um político que sabe que não tem carisma, mas que tem senso de dever público.