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Desemprego aumenta chance de impot�ncia
Os desempregados têm o dobro de chances de desenvolver problemas de impotência do que os homens que trabalham. Cerca de 54% dos homens em idade adulta(ou seja, 25 milhões de brasileiros) sofrem de algum problema de ereção. Esses dados fazem parte da pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) e pela Universidade de São Paulo, em parceria com a Pfizer (fabricante do Viagra), divulgada ontem em São Paulo. Ainda segundo o levantamento, o maior já realizado no Brasil sobre o tema, 1 milhão de novos casos de disfunção erétil são registrados por ano no país. Participaram do estudo 71 mil pacientes (de 20 a 80 anos) e 4,3 mil médicos. Entre os pacientes com problemas de ereção, 53,3% já usaram algum remédio, mas só 36,1% foram ao médico. Os profissionais, por sua vez, também têm culpa na falta de atenção ao problema: 72,7% dos pacientes disseram não ter sido questionados sobre desempenho sexual durante as últimas consultas. A pesquisa comprova, ainda, que a dificuldade de ereção está, na maioria das vezes, ligada a outras condições clínicas como depressão, hipertensão e diabetes. Problemas externos, como o desemprego, por exemplo, dobram as chances de dificuldades de ereção. ?O desempregado, por exemplo, tem auto-estima muito baixa, às vezes fica deprimido, e isso se reflete no desempenho sexual?, disse Luiz Otávio Torres, da SBU. O garoto-propaganda do Viagra, Pelé, participou da apresentação da pesquisa, mas garantiu que não usa o medicamento. ?Ainda não precisei?, brincou. O laboratório Pfizer, que fatura R$ 60 milhões anuais com o Viagra no Brasil, lançará, dentro de um ano, a versão feminina do remédio.