Nacional
Graziano se diz magoado com cr�ticas ao Fome Zero
Brasília ? As críticas ao programa Fome Zero têm deixado o ministro José Graziano (Segurança Alimentar) magoado. Para ele, o problema da fome não é consequência da taxa de juros, mas da falta de uma política consistente de crédito para os pequenos produtores, e que o Fome Zero também tem esse objetivo. ?Vocês devem ter visto essas pancadas que tomamos, mas não me abalo. Claro que fico um pouco magoado. Só que as pessoas precisam entender que (o Fome Zero) é um programa em construção??, afirmou. As críticas mais contundentes ao Fome Zero têm partido de integrantes do governo. Em abril, representantes do PT nos Estados chegaram a cobrar de Graziano participação no programa. A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, e o ministro Cristovam Buarque (Educação) também fizeram ressalvas à principal bandeira do governo. Na quarta-feira passada, o ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) disse na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que não é com ?caridade? que se vai combater a fome no Brasil. Ciro também atacou frase de Graziano dita em fevereiro na própria Fiesp associando a violência em São Paulo à migração de nordestinos. Segundo Ciro, é preciso criar ?oportunidades competitivas sustentáveis? no Nordeste, mas o objetivo não é ?proteger paulista da violência. Cooperativas O ministro reafirmou que o governo deverá anunciar, em breve, medidas que deverão estimular a criação de cooperativas de crédito e pequenos bancos. Segundo Graziano, esse estímulo tem como um dos principais objetivos combater o monopólio de crédito dos grandes bancos e as elevadas taxas de juros cobradas por essas instituições. Alguns integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, já haviam sinalizado o descontentamento com as altas taxas de juros do sistema bancário.