Nacional
Delegado � morto com tiro na cabe�a ao reagir a assalto no Rio de Janeiro
Rio - O corpo do delegado Adalberto Chagas, da 6ª DP (Cidade Nova, zona central do Rio), foi sepultado, nesse sábado, no mausoléu da polícia, no cemitério do Caju, zona norte. Ele foi assassinado na noite de sexta-feira, com um tiro na cabeça, ao tentar impedir que homens armados levassem seu carro na estrada das Paineiras, zona sul. O delegado seguia para casa com três policiais civis que trabalham com ele quando seu carro foi emparelhado por outros dois veículos. Dois homens saíram de um dos carros e anunciaram um assalto. O delegado e os outros policiais reagiram, iniciando um tiroteio. Baleado na cabeça, Chagas morreu na hora. O inspetor Ricardo Wilke, que estava ao seu lado, levou um tiro no tórax e foi encaminhado para o hospital Souza Aguiar (centro). Dois assaltantes morreram e os outros dois conseguiram fugir em um dos veículos. Os outros policiais que estavam no carro com Chagas nada sofreram. Chagas havia assumido a titularidade da 6ª DP há menos de 20 dias, em substituição a Renato Bezerra, que foi afastado sob acusação de que estava sendo ineficiente nas investigações sobre o tiro que atingiu a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, 19, no campus do Rio Comprido (zona norte) da Universidade Estácio de Sá, no dia 5. O delegado presidiu o inquérito que descobriu parte do suposto esquema de lavagem de dinheiro que o traficante mais procurado do Rio, Paulo César Silva dos Santos, o Linho, montou no Estado de São Paulo. Com sua morte, já são 81 o número de policiais assassinados este ano no Estado, sendo 58 nos períodos de folga.