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Justi�a pede pris�o de mais 4 fiscais do Rio

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Rio de Janeiro ? Mais quatro funcionários públicos acusados de participar da quadrilha que teria enviado ilegalmente US$ 33,4 milhões para a Suíça foram presos ontem na 3ª Vara Criminal Federal, após prestarem depoimento no processo que investiga o caso. A decisão foi tomada pelo juiz Lafredo Lisbôa, que atendeu a pedido da procuradora da República Marylucy Santiago Barra e decretou a prisão preventiva do fiscal estadual Júlio César Nogueira e dos auditores federais Marcos Antônio Bonfim da Silva, Roberto Cavallieri Vommaro e Heraldo da Silva Braga. Os presos na ação penal já chegam a 17. ?Não posso transigir com um comportamento de funcionários dos quais a administração já deveria ter se livrado?, afirmou Lisbôa, lembrando que, nos processos sobre lavagem de dinheiro, o ônus da prova passa a ser dos acusados. Advogados dos réus argumentaram que a detenção era desnecessária. ?A prisão denigre, ofende, maltrata, humilha?, disse Murilo Peres, defensor de Vommaro. Em seus depoimentos, Bonfim e Braga comprometeram a Coplac, apontada como intermediária na abertura das contas sob investigação no Discount Bank and Trust Company. Confissões Ambos confirmaram que foi por meio da empresa que abriram as suas. Bonfim contou que o fez em 2001, por intermédio de Marlene Rozen, funcionária da empresa, que desde ontem também está presa por ordem do magistrado. Ele disse que preencheu ?um papel que não tinha timbre? e entregou o dinheiro a ser enviado - US$ 120 mil - a Marlene. ?Deixei lá?, disse. Também relatou que fez uma retirada, sem recibo, de um valor que não revelou, também por meio de Marlene.

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