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Paim � barrado na porta do gabinete de Berzoini

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Brasília ? O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, recusou-se ontem a receber o senador Paulo Paim (PT-RS), vice-presidente do Senado em seu gabinete. O senador havia combinado na semana passada que entregaria pessoalmente ao ministro uma proposta alternativa para a Reforma da Previdência. O encontro foi marcado com antecedência e estava previsto na agenda de Berzoini. Entretanto, o ministro, por meio da chefia de gabinete, alegou falta de horário para receber o senador. ?Eu entendo o ministro, respeito a independência dos poderes, mas todos os ministros que vão ao Senado eu recebo, como vice-presidente ou presidente em exercício da Casa?, afirmou Paim, barrado na porta do gabinete do ministro. O senador fez outra tentativa. Pediu ao chefe de gabinete apenas 30 segundos para entregar a proposta pessoalmente ao ministro. Pedido não atendido novamente. Outra tentativa: Paim pede para conversar com Berzoini por telefone. Novamente pedido recusado. Com todas os pedidos recusados, o senador teve de entregar sua proposta de reforma, formulada com entidades de trabalhadores, ao secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer. Essa foi a terceira vez que Berzoini recusou-se a ter encontros importantes em seu gabinete. Por duas vezes, os integrantes da missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) ao Brasil foram recebidos por técnicos da Previdência. Berzoini recusou-se a atendê-los também. A proposta de Paulo Paim é para que a contribuição dos inativos saia da reforma proposta pelo governo federal e passe a ser decidida nos Estados e municípios. O senador sugere mudanças no princípio da paridade, em que a aposentadoria do servidor público terá redação semelhante à do regime geral da Previdência, e na regra de transição, que, segundo ele, prejudica quem tem mais tempo de serviço. ?O Congresso quer cumprir seu papel e aperfeiçoar a proposta que chegou lá. Vamos apresentar mudanças, se necessário, como emendas. Tenho certeza de que alguns pontos do projeto do governo para a reforma da Previdência serão modificados?, disse Paim.

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