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PF prende quadrilha com 14 policiais no Amazonas

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Manaus ? A Polícia Federal prendeu ontem 26 pessoas, entre elas 14 policiais, acusadas de envolvimento numa organização criminosa que atuava, entre Manaus e Tabatinga (AM) e em São Paulo, no tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, roubo, clonagem de veículos e extorsão. Denominada Operação Águia, a ação teve início em fevereiro com a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico dos acusados. Foi deflagrada ontem com os decretos de prisão temporária de 30 acusados e mais 29 mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 4ª Vara da Justiça Federal, Boaventura João Andrade. Quatro acusados estavam foragidos até a conclusão desta edição. De acordo com o delegado Reinaldo de Almeida César, deslocado de Brasília para presidir as investigações em Manaus, a operação da PF é o início ?do desmantelamento de uma organização criminosa?. ?É uma organização que tem um perfil clássico da legislação do crime organizado, com estrutura piramidal, divisão de tarefas e relação hierárquica.? Entre os crimes atribuídos pela PF aos acusados estão a extorsão de dinheiro de donos de postos de combustíveis que fazem rota pelo rio Solimões. Os acusados também se apropriariam de droga confiscada de traficantes. O roubo e a clonagem de veículos teriam ligação com uma empresa de São Paulo. ?As provas são incontestáveis?, disse o delegado César, que não estimou o valor da movimentação financeira da quadrilha. Delegados Segundo o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado José Sales, o atual governador, Eduardo Braga (PPS), foi notificado da operação antes da sua posse, em janeiro, já que três dos supostos envolvidos eram delegados que pertenciam à cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública, durante a administração do ex-governador Amazonino Mendes (PFL). ?Houve um comprometimento nosso de informar o novo governador sobre a existência da investigação, pois necessitávamos do seu apoio?, disse o delegado Sales, em entrevista que contou com a presença do atual secretário da Segurança Pública, Júlio Pinheiro.

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