Nacional
Prov�o deste ano ser� o �ltimo, diz ministro
Brasília - O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Felipe Maia, obteve ontem, do ministro da Educação, Cristovam Buarque, a promessa de que o Exame Nacional de Cursos, o Provão, deste ano será o último. ?É um compromisso nosso que esta forma de fazer avaliação, chamada Provão, seja a última vez?, anunciou o ministro, mas avisou que manterá a avaliação do ensino superior. Cristovam disse que a universidade é mais do que sala de aula, é uma prática de vida. ?Nós precisamos avaliar toda a instituição, o professor, tudo. Por isso, a gente acha que o Provão não é suficiente.? Mas destacou o mérito do governo anterior, que instituiu o Provão, de criar a cultura da avaliação. Os estudantes não temem avaliações, segundo a UNE, que promoveu boicotes ao Provão. ?A gente faz prova todos os dias.? A entidade considera ?uma violência substituir 4, 5, 6 anos de estudo, de avaliações cotidianas por uma única prova?. A UNE não quer a avaliação centrada apenas no estudante. Sugestões Maia entregou ao ministro carta com nove sugestões, entre elas a avaliação do processo de formação acadêmica, incluindo graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão. Ele também sugeriu que se avalie o impacto da presença da universidade na sociedade brasileira. Segundo Maia, o atual modelo de avaliação não enxerga que há universidades ?absolutamente essenciais ao desenvolvimento regional e mais importantes do que as grandes universidades brasileiras nos grandes centros?. Cristovam gostou das sugestões e convidou dois representantes da UNE para integrar a comissão que prepara o novo sistema de avaliação. Escolaridade Também ontem, o Ministério da Educação divulgou, em Brasília, o Mapa do Analfabetismo no Brasil. Ele mostra que em apenas 19 dos 5.507 municípios pesquisados a população conclui, em média, oito ou mais séries do ensino regular - período necessário para o término do ensino fundamental, que vai da 1.ª à 8.ª série. Definido como obrigatório pela Constituição, esse nível de escolaridade não é atingido na imensa maioria das cidades brasileiras. Em 1.796 delas, segundo o mapa, a escolarização média de jovens e adultos acima de 15 anos é inferior a quatro séries concluídas. A média nacional é de seis.