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Entidades fazem protesto contra viol�ncia em frente ao Congresso

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Brasília ? Uma manifestação em frente ao Congresso, ontem, tentou ?acordar? os parlamentares para o drama enfrentado por parentes de vítimas da violência. Em vez de discursos, cerca de 500 pares de sapatos expostos no gramado retratavam a dor das famílias atingidas pela violência. Foi a forma encontrada pelo Comitê Nacional de Vítimas da Violência e pelo Instituto Sou da Paz para desengavetar no Senado as propostas que restringem o uso de armas no País. De acordo com a jornalista Valéria Velasco, mãe de Marco Antonio, assassinado aos 16 anos por uma gangue de jovens, a intenção é aprovar o projeto do senador Renan Calheiros, líder do PMDB, que proíbe a venda e o porte de armas a pessoas que não estejam autorizadas a usá-las profissionalmente, como os policiais civis e militares. O texto ?dorme? há mais de quatro anos nas comissões. Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas alterado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) por um substitutivo do então senador Pedro Piva (PSDB-SP). Em vez de restringir o uso de armas, Renan afirma que Piva achou melhor legalizar os portes já existentes. Plebiscito O líder acredita que ainda este mês o Senado deve avaliar a matéria. O novo relator na CRE, senador Hélio Costa (PMDB-MG), disse que vai endurecer no controle da venda e do porte de armas. Se sentir que as pressões da indústria armamentista ameaça a aprovação de sua proposta, por meio de lobby sobre os senadores, ele disse que vai propor a realização de um plebiscito nacional para que a população se manifeste sobre o tema. Relator na Subcomissão de Segurança Pública, o senador César Borges (PFL-BA) também promete tornar inafiançável o porte indevido de armas, no exame do projeto que trata do Sistema Nacional de Armas. Apesar da boa intenção, tudo ainda é visto com cautela enquanto o governo não se manifestar sobre o assunto. O líder Aloisio Mercadante (PT-SP) disse que a idéia é ?simpática?, mas que sua posição final dependerá do Planalto. Informações expostas no gramado, ao lados dos sapatos sem dono, dão uma idéia da tragédia provocada pelas armas no Brasil. Segundo dados das Secretarias de Segurança dos Estados, da Organizações das Nações Unidas (ONU) e Unesco, em São Paulo, as armas de fogo fizeram 4.100 vítimas em 2001.

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