Nacional
INSS descobre fraude milion�ria
O Instituto Nacional do Seguro Social identificou 19.236 aposentados e pensionistas que recebem mensalmente benefícios do instituto, mas que tiveram o Cadastro de Pessoa Física (CPF) cancelado pela Receita Federal. O cancelamento do CPF é um indício de que o INSS pode estar pagando benefícios para segurados mortos. A identificação foi feita por meio de um cruzamento feito nos computadores da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) a pedido da força-tarefa (grupo de auditores do INSS, policiais federais e procuradores da República) do Rio de Janeiro, que investiga as fraudes contra o INSS. O levantamento descobriu que, mensalmente, R$ 8,722 milhões são pagos pelo INSS em benefícios para 19.236 pessoas portadoras de CPFs que foram cancelados pela Receita Federal. Por ano, contando-se os 13 pagamentos feitos pelo INSS, essas pessoas consomem em torno de R$ 113 milhões. No cruzamento feito, os técnicos da Dataprev compararam a relação de 491.483 CPFs do Rio de Janeiro e de São Paulo, que a Receita Federal cancelou, por motivos diversos, nos últimos cinco anos, com os documentos dos mais de 21 milhões de segurados do INSS. No batimento, identificou-se um total de 52.500 benefícios com CPFs cancelados, dos quais 19.236 permanecem ativos. A partir deste resultado, a força-tarefa irá verificar agora quais foram os motivos dessas pessoas não terem feito o recadastramento do CPF junto à Receita Federal. Para alguns técnicos da força-tarefa, o INSS pode estar sendo lesado, ou seja, o titular do benefício morreu, mas parentes continuem recebendo o pagamento indevidamente. Na relação enviada à força-tarefa pela Receita Federal havia 4.260 números de CPF cancelados por motivo de morte do titular. Desse total, o INSS continua pagando R$ 245 mil mensais a 617 portadores de CPFs cancelados por morte. Entre os 19.236 estão 37 pensões pagas a dependentes de ex-combatentes marítimos já falecidos, que consomem mensalmente R$ 30,9 mil.