Nacional
Relator defende plebiscito sobre uso e porte de armas
Brasília ? Relator na Comissão de Relações Exteriores do projeto que dificulta a venda e o porte de armas, o senador Hélio Costa (PMDB-MG) é abertamente favorável à proposta e julga ter uma estratégia para tentar impedir que o texto seja abrandado: pretende condicionar a aplicação da lei ao resultado de um plebiscito nacional. ?A sociedade precisa dar uma resposta ao Congresso sobre o problema?, justifica. De acordo com Hélio Costa, o expediente pode reduzir a pressão dos fabricantes de armas sobre os parlamentares. Senador no primeiro mandato, após atuar oito anos na Câmara, ele afirma estar recebendo inúmeros telefonemas dos defensores da liberação da venda e do porte de armas. ?A pressão pela internet, então, é assustadora?, informa. O tema é, de fato, controverso e propostas relacionadas costumam avançar devagar no Congresso. O projeto do qual Hélio Costa está encarregado, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) há quatro anos. Há dois anos, quando parecia que a proposta iria decolar, acabou sendo brecada pela apresentação de um texto alternativo, bem mais brando, elaborado pelo ex-senador Pedro Piva (PSDB-SP). O temor de Hélio Costa é que venham a ser aprovadas três emen-das apresentadas ao texto de Piva, com o objetivo de liberar por completo o porte e a exportação de armas. ?Daí a idéia da consulta popular para deixar a população brasileira se manifestar?, diz o senador.