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L�der do PT � vaiado e cuspido em manifesta��o anti-reforma
Brasília ? O líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA), foi vaiado e cuspido durante manifestação organizada pelos servidores públicos contra a reforma da Previdência, enquanto a senadora Heloísa Helena (AL) foi carregada. Pellegrino tentou em vão levar o seu apoio à categoria. Ele foi vaiado o tempo todo em que falou. ?Pelego? e ?traidor?, ?Moleque de ACM?, ?Você vai usar Armani o resto da vida ou vai defender os nossos direitos??, foram algumas das agressões dirigidas a Pellegrino por parte dos manifestantes. Alguns chegaram a arremessar garrafas de plásticos contra o petista. ?Esta é a primeira vez em 18 anos de atividade sindical que sou vaiado pelos servidores?, disse o parlamentar. ?Eu defendo o direito de manifestação?, completou, ao admitir que o movimento só servirá para radicalizar o processo das reformas. Os servidores também não pouparam o novo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho. Ele foi tão vaiado que praticamente não foi ouvido pela maior parte dos 20 mil manifestantes, segundo estimativa da Polícia Militar, e teve de encerrar seu discurso em menos de dois minutos. Sob gritos de ?pelego?, o líder sindical tentou acalmar os ânimos. ?Não venho como amigo do Lula?, ressaltou. ?Não estou entendendo a posição desses companheiros?, disse. Sem conseguir colocar a posição da CUT contra a reforma do governo, Marinho acabou sua fala conclamando que os ?companheiros do PSTU? parassem com o comportamento que estavam tendo porque isso ?não ajuda a classe trabalhadora?. Gigolôs do FMI Os discursos dos quatro ?radicais? do PT ? a senadora Heloísa Helena (AL) e os deputados federais João Batista de Araújo, o Babá (PA), João Fontes (SE) e Luciana Genro(RS) ? foram ouvidos e bem-recebidos. Heloísa Helena foi a mais aplaudida. Ela mereceu a faixa: ?Tem homem com H e tem Mulher com dois: Heloisa Helena.? Segunda a senadora, a reforma ?só atende aos gigolôs do FMI e as parasitas das grandes corporações e os banqueiros internacionais?. Ela disse que ?os filhos da elite econômica? não se importam com a reforma porque não precisam de servidores nos hospitais e escolas públicas. Apesar de divulgar que a bancada do PT estaria liberada para participar da marcha dos servidores, o Palácio do Planalto decidiu agir para evitar a adesão de petistas. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, entrou em ação e mandou diversos recados exigindo da bancada um exemplo para os demais partidos aliados. Para a direção do PT, quem participou falou por si mesmo.