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Empres�rios querem fim do descanso remunerado
São Paulo ? Os empresários se anteciparam aos trabalhadores e decidiram iniciar uma campanha emergencial contra a crise econômica. No começo do ano foram os metalúrgicos que deflagraram uma campanha emergencial para repor as perdas inflacionárias. Desta vez são os patrões que querem negociar um pacote anti-crise. O chamado grupo 9 ? formado por fabricantes de máquinas, laminação de metais, equipamentos ferroviários, eletroeletrônicos e esquadrias ? agendaram para ontem à tarde uma reunião emergencial com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para entregar uma pauta de reivindicações do setor patronal. Entre as reivindicações do setor patronal está o pagamento das horas efetivamente trabalhadas, ou seja, descontar do holerite o sábado e domingo, contabilizado como descanso semanal remunerado. ?O Brasil é um dos poucos países do mundo que paga ao trabalhador pelas horas descansadas. Precisamos negociar esse ponto até o setor ganhar fôlego para sobreviver à crise?, disse o coordenador do grupo patronal de negociação, Valdemar Andrade. Segundo ele, o desconto do sábado e domingo representaria uma economia de 18% nos gastos com folha de pagamento de cada empresa. ?Precisamos de alternativas para evitar demissões nesse momento em que a economia está estagnada.? O grupo 9 é formado por 28 mil empresas, que empregam cerca de 350 mil trabalhadores no Estado de São Paulo. Discussão de pauta O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, disse que já entrou em contato com empresários do grupo 9, que reclamaram da queda nas vendas e diminuição da produção. ?Os empresários querem discutir uma pauta emergencial para evitar demissões nesse momento.? No entanto, o setor patronal não garante que a campanha emergencial possa evitar corte de funcionários. ?Ninguém quer demitir. Queremos chegar a um acordo para minimizar os efeitos da crise, mas não sabemos se apenas isso será suficiente para evitar futuros cortes?, disse Andrade.