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Servidores querem retirada total do projeto de reforma

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Brasília ? Um dos diretores da Federação Nacional dos Trabalhadores da Previdência, Trabalho e Saúde, Jorge Moreira, afirmou, ontem, ao chegar ao Ministério do Planejamento, para assinatura de um protocolo criando uma mesa de negociações, que a única possibilidade de não haver greves a partir de 8 de julho (data marcada para paralisação geral da categoria) é a retirada do projeto de Reforma da Previdência que tramita no Congresso. Moreira confirmou que o pedido será feito aos oito ministros que se reuniram com servidores no Ministério. Além disso, eles vão entregar uma carta solicitando uma audiência com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Moreira confirmou que, se todos os servidores são contrários à Reforma da Previdência, as divergências se encontram na forma de atuação. ??Enquanto uns defendem, como nós, a retirada do projeto completamente, outros defendem a apresentação de emendas às propostas feitas pelo Executivo??. O governo aposta na divisão do movimento dos funcionários para evitar que uma greve geral seja deflagrada. O chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que, se a greve vier a ser feita e se estiver dentro da lei, a administração federal a respeitará. ?A greve é regulamentada pela lei. Toda manifestação, quando legal, e reconhecida pela lei, terá no governo a sua defesa, porque é o direito de manifestação?, disse. ?Nós, no entanto, não fizemos avaliação a respeito da possibilidade de paralisação.? O líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA), considerou normal uma eventual decisão dos funcionários de paralisarem para pressionar o Poder Executivo e o Congresso a retirar a modificação na Previdência da pauta do Legislativo. Mas Pellegrino gostaria que não houvesse o movimento. ?A greve é um direito, mas gostaria que não fosse deflagrada. Queremos negociar alterações na reforma.? Segundo ele, o texto enviado pelo Executivo tem dois núcleos: a possibilidade de unificação dos regimes previdenciários (público e privado) e a redução do gasto do Tesouro com as aposentadorias e pensões. ?Fora isso, acho que podemos negociar tudo?, disse.

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