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Nova central sindical para servidores

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São Paulo ? Sindicatos e associações de servidores públicos, que afirmam não se sentir representados pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e são contrários ao que chamam de ?privatização? da Previdência, proposta pelo governo Lula, estão organizando a Central Única dos Servidores Públicos ? cuja sigla poderá ser Cusp, CSP ou CUP. A futura direção da central, articulada dentro do Movimento em Defesa da Previdência Social e do Servidor Público, que reúne 33 associações e sindicatos de servidores, se reúne na próxima terça-feira, em Brasília, para fechar o texto do regimento da nova entidade. Segundo Reynaldo Puggi, presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindtten), que não é filiado à CUT e é um dos articuladores da nova central, parte das entidades jamais se sentiu representada pela central presidida por Luiz Marinho, acusada por Puggi de ?simbiose (proximidade) com o governo Lula?. Fundos de pensão ?A CUT e o Lula não divergem do ponto central da reforma, que é a criação dos fundos de pensão, que desfigura o regime único dos servidores. Com todo respeito, chegou a hora de separar?, afirma Puggi, que não soube dizer quem presidirá a entidade, que se pretende apartidária. ?Queremos transitar e negociar com todos os partidos?, disse. Para o ex-presidente da CUT, João Felício, atual secretário-geral da central, a única divergência que os servidores públicos têm com a CUT é o teto de R$ 2.400 proposto pela reforma da Previdência. ?A questão toda é o teto. Se não tem teto, não precisaria dos fundos de pensão. A CUT não tem cara de defender teto superior a R$ 4.800 num país chamado Brasil?, disse Felício.

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