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Distribuidoras defendem libera��o do pre�o de g�s
Brasília ? Os representantes de pequenas distribuidoras e engarrafadoras de GLP (gás de botijão) estiveram ontem reunidos na Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, para defender a liberalização do setor. Entre as propostas apresentadas pela Angas (associação que reúne seis pequenas empresas) a mais importante é a que acaba com o vínculo do consumidor a uma marca. ?Entendemos que o governo precisa acabar com normas irracionais que amarram o setor?, afirmou o advogado da Angas, Jarbas Andrade Machioni. O maior entrave à liberalização do setor, de acordo com as informações de Machioni, está relacionado com a marca dos botijões. Existe uma norma administrativa que proíbe que a distribuidora recarregue um botijão que não seja da sua própria marca. Isso provoca o que o advogado chama de ?turismo do botijão?, que tem que percorrer o país para ser trocado com a empresa que tem a sua marca. A alegação dos pequenos distribuidores é de que isso encarece o produto. Segundo o presidente da Angas, Demétrio Augusto Zacharias, até 5% do preço final do gás deve-se ao custo do frete para a troca. Com o fim dessa exigência, a avaliação da Angas é de que as companhias pequenas poderiam crescer, o que aumentaria a concorrência gerando benefícios ao consumidor. Para garantir a segurança ao consumidor da responsabilidade de quem recarrega o botijão, a proposta da Angas é a utilização de um selo de segurança inviolável que identifique a companhia que fez o engarrafamento. Segundo Zacharias, a Seae recebeu bem a proposta e o governo já está disposto a discutir o tema.