loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 26/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Aumenta n�mero de usu�rios de drogas

Ouvir
Compartilhar

Rio ? A tendência é de alta no consumo de drogas ilícitas no Brasil, constatou levantamento do Escritório da Organização das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc), divulgado ontem. Nos países da Europa e nos Estados Unidos é de queda. Segundo os dados da Unodc, 5,8% da população brasileira com mais de 15 anos usa maconha, 0,8%, cocaína, e 0,7%, anfetaminas. O aumento no número de usuários brasileiros e o conseqüen-te recrudescimento da violência nas metrópoles levou a entidade a propor ao governo um plano conjunto para reverter esse quadro. A ênfase será na prevenção e no amparo a jovens entre 15 e 24 anos, faixa etária que concentra o maior número de vítimas da violência. O relatório Drogas Ilícitas - Tendências Globais 2003, com dados referentes aos anos 2000-2001, mostrou que na comparação com o período 1998-2000 o consumo cresceu em todo o mundo: o número de usuários passou de 180 milhões (ou 4,2% da população mundial acima de 15 anos) para 200 milhões (4,7%). Enquanto na Europa e nos Estados Unidos ? países em que o pique de consumo foi no fim da década de 80 ? a tendência é de queda, no Brasil e no restante da América do Sul, onde os números, comparativamente, ainda são baixos, ocorre o contrário. A informação foi dada ontem, Dia Internacional de Combate às Drogas e ao Tráfico, pelo representante do Unodc na América do Sul, Giovanni Quagli. ?Há 25 anos os Estados Unidos, por exemplo, são considerados grandes consumidores de drogas, como a cocaína. Então houve tempo para desenvolver serviços de prevenção e tratamento. Na América do Sul o consumo está aumentando mais recentemente.? Na América do Sul, o Brasil aparece em 9º lugar no consumo de cocaína (o líder é a Argentina, seguida do Chile e da Colômbia, principal exportador do entorpecente, com 72% da produção mundial) e em 2º no de maconha, atrás apenas da Venezuela. O relatório destaca que o governo brasileiro lidera as ações no continente para erradicar o plantio de maconha. Trabalho conjunto Para ajudar a combater a violência decorrente do tráfico no Brasil, o Unodc planeja financiar e dar apoio técnico ao governo. Giovanni Quagli não deu detalhes do plano, ainda em estágio embrionário. Apenas informou que a entidade e o governo estão em negociações e que os Estados serão chamados para um trabalho conjunto. ?A comunidade internacional está demonstrando interesse se não para resolver pelo menos para reduzir o problema?, disse Quagli, citando o Rio, São Paulo, Vitória, Porto Alegre e Curitiba como as cidades mais problemáticas. ?O Brasil precisa fazer um bom trabalho preventivo para que novos jovens não passem a usar drogas e também desenvolver um serviço eficiente para tratar os dependentes?, afirmou o representante do Unodc. ?O mais preocupante é que as drogas ilícitas têm poder econômico muito grande. Um quilo de cocaína custa US$ 1,5 mil na fronteira do Brasil com a Bolívia, chega à favela custando US$ 5 mil e, no asfalto, US$ 20 mil.? O levantamento apontou o Brasil como rota de produtos químicos usados na fabricação da cocaína e destinados à Colômbia, Bolívia e Peru. Anfetaminas De acordo com o relatório, o aumento do uso de drogas no mundo se deveu ao consumo de cannabis (maconha e haxixe) e das anfetaminas, principalmente o ecstasy. Dos cerca de 150 países que responderam aos questionários da ONU, 63% informaram o aumento no uso do ecstasy entre seus habitantes. Para se ter uma idéia, no início dos anos 90, 18% dos laboratórios clandestinos fechados no mundo produziam anfetaminas; em 2001, o índice já era de 75%. O relatório mostrou que 3,4% da população do mundo (de todas as idades) faz uso de drogas ilícitas - 2,7%, de cannabis; 0,6%, de anfetaminas; 0,3%, de ópio e morfina; 0,2%, de cocaína; 0,16, de heroína; e 0,1%, de ecstasy.

Relacionadas