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Nacional

PT monta opera��o para“salvar” Helo�sa Helena

Brasília – A direção do PT sinalizou para a senadora Heloísa Helena (AL) que não quer arcar com o desgaste de ter de expulsá-la do partido ao dar um tratamento diferente para a parlamentar no processo disciplinar movido contra ela na Comissão de Ética d

Por | Edição do dia 01/07/2003 - Matéria atualizada em 01/07/2003 às 00h00

Brasília – A direção do PT sinalizou para a senadora Heloísa Helena (AL) que não quer arcar com o desgaste de ter de expulsá-la do partido ao dar um tratamento diferente para a parlamentar no processo disciplinar movido contra ela na Comissão de Ética do partido. O principal indicativo desse tratamento dado a senadora alagoana foi a desistência do secretário de Organização do PT, Sílvio Pereira, de convocar os senadores Tião Viana (AC) e Ideli Salvatti (SC) para testemunhar ontem contra ela. Ligado ao ministro José Dirceu (Casa Civil), Pereira é o autor da representação que deu origem ao processo disciplinar movido contra Helena e os deputados João Batista Oliveira de Araújo, o Babá (PA), e Luciana Genro (RS) na Comissão de Ética. “Nós queremos continuar o diálogo com a senadora. Achamos que com ela há uma boa base de entendimento. Não queremos queimar todas as pontes”, disse Sílvio Pereira. O secretário de Organização do PT afirmou, no entanto, que o limite do “diálogo” é o comprometimento de Helena de votar a favor das reformas. “Com certeza tática de guerrilha não é explodir ponte. Mas não posso dar minha palavra que votarei a reforma da Previdência”, declarou a senadora. As testemunhas de defesa e acusação dos radicais foram ouvidas neste fim de semana, na sede do PT, em São Paulo. Houve apenas três testemunhas de acusação contra 13 de defesa. Diferentemente do caso de Salvatti e Viana, que ao depor poderiam “acirrar” o ânimo da senadora, a direção do partido não abriu mão dos depoimentos dos deputados federais Paulo Rocha (PA) e Ângela Guadagnin (SP), que testemunharam contra Genro e Babá. Na avaliação dos dirigentes petistas, os dois já decidiram deixar o PT para formar um novo partido. Continuariam na sigla apenas para ganhar visibilidade com o caso, dando força para a tese a favor da expulsão. Adelmo dos Santos, dirigente do PT de Alagoas, foi o único nome que depôs contra a senadora. Segundo Pereira, ele foi arrolado para falar sobre a oposição da senadora à aliança do PT com o PL nas eleições de 2002. Na reunião da bancada petista do Senado, hoje, será definida a estratégia de tramitação das reformas na Casa. O partido pretende debater uma solução aceitável para o governo e Helena. A senadora defende que possa ser aplicado, no seu caso e no dos deputados, o artigo 67 do estatuto do PT, que permite que o parlamentar não vote com a maioria caso haja “objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa”. Para Pereira, tal saída está descartada.

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