Nacional
Pele de r� passa a ser usada em curativos
Brasília - A pele de rã descartada pela indústria alimentícia está salvando vidas e ajudando na cicatrização de feridas provocadas por queimaduras de segundo e terceiro graus. Pesquisadores do Laboratório de Toxicologia da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram um curativo biológico à base de pele de rã que dispensa até a adição de antibióticos. O próximo passo será sua aplicação em feridas crônicas de pacientes diabéticos. Resistente, antibacteriano e não oclusivo (impede a retenção de liquido), este tipo de curativo natural não é nenhuma novidade na medicina. A inovação criada no laboratório brasiliense está no processo de fabricação, armazenamento e aplicação do produto, que vem sendo utilizado com sucesso pela Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), principal referência deste tipo de atendimento na capital federal. Durabilidade Usualmente, o curativo de pele de rã é feito com pele fresca adicionada com antibióticos e que precisa ser mantido à baixa temperatura até o momento do uso. Com a nova técnica de desidratação desenvolvida em Brasília, a pele da rã não recebe antibióticos e pode ser estocada sem congelamento. A desidratação garante a durabilidade da pele, que pode ser utilizada a qualquer momento.