Nacional
Seguro-apag�o pode passar a ser imposto permanente
Brasília - O seguro-apagão, que deveria ser extinto a partir de 2005, pode se tornar um imposto permanente para financiar o setor de energia elétrica. Segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, é preciso criar um fundo para proteger de possíveis desvalorizações do real os investimentos na construção de novas usinas. O dinheiro do seguro-apagão seria uma das formas para abastecer este fundo. A proposta do ministério é que o fundo sirva para criar um ?colchão? que diminua os riscos que dificultam o acesso ao crédito por parte dos investidores. ?Não é possível supor que o câmbio vai ficar estável daqui para a frente?, disse a ministra. ?Este fundo ?hedge? poderia dar mais segurança aos investidores, amortizando as variações cambiais e de juros quando houver dificuldades para se buscar recursos no exterior?, afirmou. O seguro-apagão foi criado durante o racionamento de energia para que fossem instaladas usinas termoelétricas que poderiam entrar em funcionamento caso houvesse um novo racionamento até 2005. A partir deste ano já haveria novas usinas construídas e o seguro-apagão poderia ser retirado da conta de luz dos consumidores. No fim de junho, a (Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)) reajustou o preço do seguro-apagão em 15,78%, resultando um custo a cada KWh (quilowatt hora) de R$ 0,0066. Simulação feita pela Aneel ontem mostra que os consumidores da Eletropaulo, CEB (Brasília) e Light (Rio), que tenham consumo mensal médio em torno de 200 kWh, serão obrigados a pagar R$ 1,32 por mês com o aumento do seguro.