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Lula tem a pior avalia��o negativa desde a posse

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Brasília - A avaliação negativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva é a pior desde o início do ano, quando tomou posse, conforme a pesquisa CNT/Sensus realizada entre os dias 9 e 11 de julho e divulgada ontem. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais. Dos 2.000 entrevistados, 10,3% avaliaram negativamente a gestão do presidente. Desse percentual, 5,3% consideraram o governo ruim e 5% avaliaram como péssima a gestão Lula. Na pesquisa anterior, a avaliação negativa era de 7,2%, sendo 3,9% ruim e 3,3% péssimo. Ao mesmo tempo, a aprovação ao governo passou de 51,6% em maio para 46,3%. A avaliação ótima caiu de 10% para 7,6% e o conceito bom passou de 41,6% para 38,7%. Por fim, a avaliação regular subiu de 35,7% para 38,8%. A avaliação da equipe de governo do presidente Lula também piorou de maio para julho, de acordo com o levantamento. Do total de entrevistados, 7,1% consideraram a equipe ótima e 40,8%, boa. Na pesquisa anterior, 10,6% das pessoas consultadas avaliaram a equipe ótima e 42%, boa. A avaliação negativa da equipe de ministros subiu de 7,3% para 7,7%. Esse percentual só é menor do que o registrado na pesquisa de abril deste ano, quando o valor chegou a 8,3%. Apesar da queda na avaliação do governo, o presidente Lula manteve estável o conceito de seu desempenho no mandato. Em maio deste ano, 78% dos entrevistados na pesquisa aprovavam o presidente; em julho, o percentual caiu para 77,6%. Congresso Nacional e Judiciário A pressão dos juízes por alterações na reforma da Previdência fez com que a população diminuísse sua confiança na Justiça, segundo a pesquisa CNT/Sensus. O Congresso Nacional segue como a instituição menos confiável de acordo com o mesmo levantamento. De acordo com a pesquisa divulgada ontem, a Justiça é a quarta instituição mais confiável na opinião de 9,7% dos entrevistados. No levantamento de março deste ano, era a terceira, com índice de 14,9%. O Judiciário perdeu o lugar para os meios de comunicação e para a imprensa, que estavam na quarta posição com 10,4%. Agora, aparece com 11,2%. Assim como ocorreu com a Justiça, os militares, que ficarão fora da reforma da Previdência proposta pelo governo, perderam parte da confiança dos entrevistados. Mesmo mantendo a segunda colocação, atrás da Igreja, a confiança nas Forças Armadas caiu de 19,3% para 12%. Pelo ranking divulgado, depois de Igreja, Forças Armadas, Imprensa e Justiça, vêm como instituições mais confiáveis, pela ordem, a polícia e o governo federal. A CNT é dirigida pelo vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade (PL).

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