Nacional
Reforma da Previd�ncia vai ser decidida pelo Congresso
Brasília - Líderes dos partidos que compõem a base do governo se reuniram, na manhã de ontem, para abrir uma nova rodada de negociações ratificando suas propostas de ajustes na reforma previdenciária. Resistentes, afirmaram que levarão em conta a palavra dos governadores, mas a decisão final será do Congresso. Os líderes reafirmaram que o parecer do deputado José Pimentel (PT-CE), relator da proposta, cuja apresentação foi adiada para amanhã no plenário da Câmara, defende a manutenção do texto encaminhado pelo Executivo, incluindo integralidade (salário integral na aposentadoria) e paridade (aumentos da ativa valem para os aposentados) para os atuais servidores. Repetindo o roteiro de terça-feira, os governistas se encontraram, nesta manhã, na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e deixaram o local com o mesmo discurso do dia anterior. Em suma, não abrem mão da aposentadoria integral e da paridade para os atuais servidores públicos. Em relação aos futuros, admitem que a negociação será difícil. A decisão contraria a reivindicação dos governadores do País, que não rejeitam a inclusão da paridade no texto da reforma. ?Nós vamos sempre levar em conta a palavra dos governadores, mas a palavra final é do Congresso?, disse o líder do PT na Câmara, deputado Nelson Pellegrino (BA). ?Defendemos isso (a paridade) e decidimos colocar para o ministro José Dirceu (Casa Civil), que vai comunicar ao presidente e aos governadores a nossa posição?, disse o líder petista.