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PSDB ironiza espet�culo da recess�o no governo de Lula
Brasília - Um dia após ter classificado a gestão petista de ?incoerente?, ?fisiológica? e ?incompetente?, o PSDB subiu ainda mais o tom e partiu para o ataque ao desempenho do governo Luiz Inácio Lula da Silva na área econômica.No documento ?O espetáculo da recessão já começou? ? uma análise repleta de adjetivos sobre os seis primeiros meses do governo Lula ? os tucanos dizem que a reforma da Previdência é ?equivocada?, que a tributária é ?acanhada? e que o ?espetáculo do crescimento? anunciado por Lula é ?apenas mais uma das vãs promessas do PT (ou das bravatas do presidente)?.O documento foi concluído na quarta-feira pela presidência do PSDB e não é assinado por nenhum integrante do partido. Os tucanos criticam a equipe econômica por ter ?importado uma agenda perdida? - alusão ao conjunto de propostas econômicas liberais elaborado, entre outros, pelo secretário de Política Econômica da Fazenda, Marcos Lisboa - ?que mesmo para o governo anterior já não servia?.O PSDB credita o quadro ruim da economia aos juros altos e à restrição orçamentária excessiva. ?Seis meses de economia brasileira nas mãos do governo e o país está diante de um novo dilema: o presidente prometeu que o ?espetáculo do crescimento? iria começar. Mas, no sentido exatamente oposto, o que começou foi o triste espetáculo da recessão econômica?, escreveram os tucanos. É bom lembrar que no último ano do mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o país teve um crescimento de apenas 1,5%, uma taxa de inflação de 12,5% e uma forte desvalorização da moeda, com o dólar cotado a R$ 3,55.Além disso, o endividamento chegou a R$ 881 bilhões, e o risco-país passou de 2.000 pontos (20 pontos percentuais de juros a mais que a taxa dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos). De acordo com o PSDB, os petistas não erraram ao adotar os mesmos ?remédios aplicados pelo governo anterior?, mas sim na sua dosagem.O documento afirma, ainda, que o único fator de dinamismo da economia, o conjunto das exportações, corre o risco de retroceder por falta de novos incentivos. ?O BNDES, braço financeiro mais importante da nossa política industrial, está hoje praticamente inoperante?, diz o texto.