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Ju�zes far�o greve em agosto em protesto contra reforma

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Brasília - Por 206 votos a 74, os juízes estaduais e do Trabalho decidiram, ontem, em Brasília, entrar em greve entre os dias 5 e 12 de agosto. Eles também decidiram que no dia 13 de agosto haverá uma nova reunião para avaliar a paralisação, que será a primeira greve nacional dos magistrados. O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), desembargador Cláudio Baldino Maciel, afirmou, logo após a reunião que decidiu pela greve, que se houver uma negociação que atenda à pauta dos magistrados, a paralisação será suspensa. ?Nosso objetivo não é penalizar ou chantagear ninguém, é mostrar que estamos mobilizados para defender o Judiciário?, declarou. A principal reivindicação dos juízes é a elevação do subteto nos estados de 75% para 90,25% do salário do chefe do Judiciário local. Além disso, exigem a definição do critério que será adotado em relação à paridade (aumento salarial dos que estão na ativa vale também para os aposentados) e à aposentadoria integral (salário integral na aposentadoria). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, afirmou, ontem, que uma eventual paralisação fere a Constituição. ?Uma greve dos juízes é inconstitucional. Como presidente do Supremo e magistrado não posso conceber que a magistratura faça greve?, declarou. ?Não há razão para desespero, tenho a esperança total e absoluta de que a Câmara vá reverter isso?, completou. Em nota divulgada logo após a decisão dos magistrados, Corrêa condenou a decisão dos juízes. ?Concito os magistrados que optaram pela greve que revejam sua posição e suspendam o ato programado. É o apelo que faço.?, diz um trecho da nota. O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, disse, em nota oficial, que a categoria não tem direito à greve, que o movimento não é sensato e que os juízes poderão, além de ter os dias parados descontados na folha de pagamento, ser demitidos.

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