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Desembargadores insistem em elevar valor do subteto

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Brasília- Desembargadores dos 27 estados estão irredutíveis na intenção de defender o subteto de 90,25% do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do colégio permanente dos presidentes dos Tribunais de Justiça (TJ), desembargador José Fernandes Filho, afirmou que nem mesmo a opinião pública fará os magistrados cederem. ?Corremos o risco de sermos incompreendidos, mas as prerrogativas da Magistratura serão defendidas até a medula, com ou sem a compreensão da opinião pública?, afirmou Fernandes. Presidentes de 25 TJs estão reunidos em Brasília e deverão divulgar um manifesto, hoje, por volta das 16h. A reunião acontece no TJ do Distrito Federal. Quanto à greve da categoria, prevista para o próximo mês entre os dias 5 e 12, Fernandes disse não acreditar que a paralisação vá acontecer porque o governo está abrindo o diálogo. ?Ninguém, nenhum magistrado está querendo paralisar. Nos bofetearam e nos agrediram?, afirmou o desembargador, se referindo à proposta do governo de fixar um subteto para o Judiciário nos estados em 75% do salário dos ministros do Supremo. De acordo com Fernandes, os juízes não estão pedindo muito ao defender o subteto de 90,25%. Ele afirmou, porém, que a proposta do governo é descabida, porque reduz salários. Com esse subteto, os desembargadores, cargo máximo na Justiça estadual, receberiam menos do que um juiz federal substituto, primeiro cargo da Justiça Federal. PT insatisfeito Na semana que antecede a votação da reforma da Previdência, o governo federal vai fazer uma ofensiva para tentar conter insatisfações na Câmara dos Deputados, principalmente da ala mais à esquerda da bancada do PT na Casa. Para buscar contornar a principal reclamação, a de falta de diálogo do Planalto com os parlamentares, estão previstas duas reuniões do governo com os deputados petistas. Uma será com o ministro Antônio Palocci, na terça-feira, e outra será com o ministro José Dirceu, responsável pela articulação do governo. A principal reclamação dos deputados é a de que não teriam participado da construção das reformas da Previdência e tributária antes de elas serem encaminhadas ao Congresso.

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