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Taxa��o de inativos � mantida na reforma

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Brasília ? O governo conseguiu votos suficientes na Câmara para manter a taxação dos servidores inativos na reforma da Previdência. Foram 326 votos a favor, 163 contra e uma abstenção, num total de 490 deputados. Embora mantendo o texto original, a votação foi apertada ? eram necessários 308 votos para aprovação. Os deputados aprovaram também a emenda aglutinativa (grupo de destaques) que estabelece o subteto para o Judiciário estadual em 90,25% da remuneração de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). O percentual vale também para o Ministério Público. Às 4h, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), encerrou a sessão devido ao cansaço dos deputados. Ficaram pendentes dois destaques. No entanto dois destaques ficaram pendentes. Um deles requer aumento do teto de isenção dos servidores da União para R$ 1.440 e R$ 1.200 para Estados e municípios. O outro pede redação mais precisa ao dispositivo que trata das pensionistas. Os líderes do governo e da oposição tentaram em uma reunião, que durou mais de três horas, reduzir os destaques e as emendas aglutinativas da reforma da Previdência, mas não chegaram num acordo e elas foram encaminhadas ao plenário para serem votadas item por item. A estratégia da base era votar primeiro as emendas aglutinativas para depois começar a votar os destaques. Embora o PSDB tenha aceitado o acordo, a maioria dos deputados do PFL rejeitou as proposições do governo. As principais reivindicações do partido que eram a alteração do redutor e do teto para as pensões e retirada da taxação dos inativos do texto. O governo não aceitou negociar esses pontos. ?O acordo não está sendo possibilitado porque o PFL não deu condições para concretizá-lo. Então vamos iniciar as votações, a casa vai deliberando e em algum momento tentarmos novamente um acordo?, disse um dos vice-líderes do governo, deputado Professor Luizinho (PT-SP). O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), fez duras críticas à postura do governo de não fechar um acordo antes levar os destaques e as emendas para o plenário. ?O que foi aprovado e queremos remover chega ao absurdo de dizer que a viúva de um funcionário que ganhava R$ 3.000 e tem dois anos de trabalho vai receber uma pensão de R$ 200, R$ 300. Isso é loucura, eu não posso votar isso?, disse Aleluia.

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