Nacional
Lula re�ne ministros para�discutir programas sociais
Brasília - Na tentativa de acabar com a imagem de paralisia na área social do governo e no esforço de antecipar ações para responder às cobranças de diversos segmentos da sociedade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ontem oito de seus ministros, por mais de cinco horas, para discutir a fusão dos programas de transferência de renda para a população carente. O presidente voltou a pedir pressa na definição do novo modelo e determinou que seja ampliado o universo de pessoas beneficiadas pelo novo plano social do governo será maior. O encontro não foi conclusivo e o Palácio do Planalto preferiu não divulgar detalhes do programa unificado, porque o presidente ficou de estudar e definir qual será o formato da política das ações federais que beneficiam os cidadãos de baixa renda. ?O presidente vai dar a palavra final. O plano do governo é ampliar, unificar e racionalizar os programas da área social?, informou o porta-voz da Presidência, André Singer. Ainda são muitas divergências sobre a concepção do programa nos vários ministérios que cuidam do setor, mas é certo que farão parte do programa unificado as principais bandeiras do governo, como o bolsa-escola (Ministério da Educação), cartão-alimentação (Ministério de Segurança Alimentar e Combate à Fome), e o bolsa-alimentação (Saúde). Não há definição, por exemplo, sobre a idéia de se exigir ou não contrapartida de pessoas contempladas pelo novo plano social. Para o ministro da Educação, Cristovam Buarque, todos os beneficiários devem apresentar uma contrapartida ao governo, a exemplo do que ocorre atualmente com o bolsa-escola e o bolsa-alimentação. Criado em 2001, o bolsa-escola é um benefício mensal concedido a famílias carentes em troca da manutenção de suas crianças na escola. Saúde e nutrição O bolsa-alimentação - uma ação voltada para a promoção das condições de saúde e nutrição - segue a mesma linha. As famílias têm de realizar uma agenda de compromissos em saúde, como pré-natal, vacinação, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, além da participação em atividades educativas em saúde e nutrição. Já o ministro extraordinário de Segurança Alimentar, José Graziano, defende que parte do universo de cidadãos não tenha de apresentar contrapartida. Cristovam Buarque e Graziano, além dos ministros da Fazenda, Antonio Palocci, do Planejamento, Guido Mantega, da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, Minas e Energia, Dilma Rousseff, da Secretaria-geral da Presidência, Luiz Dulci, Comunicação de Governo, Luiz Gushiken, participaram da reunião com Lula.