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C�mara vota 2� turno da reforma no dia 20
Brasília - A Câmara dos Deputados não terminará de votar os destaques e as emendas da reforma da Previdência na próxima terça-feira, como havia anunciado o líder do governo, Aldo Rebelo (PC do B-SP). A votação deve ficar para quarta-feira. O anúncio do novo calendário foi feito ontepelo presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). Ele disse que na terça-feira haverá uma sessão extraordinariamente para votar as medidas provisórias que estão trancando a pauta da Câmara. A votação da reforma da Previdência na quarta-feira permitirá que ela seja votada em segundo turno no dia 20. João Paulo não descarta também votar a reforma na semana seguinte. ?Na terça-feira, a Câmara será convocada extraordinariamente para votar as medidas provisórias. Se a gente conseguir votar a reforma da Previdência na quarta, votaremos o segundo turno dia 20, em sessão extraordinária, que poderá ser convocada à noite?, afirmou João Paulo. As três MPs são: 121 (regulamenta a atuação do Banco do Brasil na área de consórcios), 122 (trata do repasse de valores captados por instituições financeiras a projetos sociais) e 123 (estabelece normas de funcionamento para o setor farmacêutico). Tributária O presidente da Câmara anunciou que deve se reunir na próxima semana com os líderes da base aliada e os relatores das reformas da Previdência, José Pimentel (PT-CE), e tributária, Virgílio Guimarães (PT-MG), para definir um novo calendário de votação. Segundo ele, o governo quer evitar a discussão das duas reformas ao mesmo tempo. A preocupação é que, ao desagradar alguns setores na tributária, o governo pode acabar prejudicando o acordo já garantido na previdenciária. João Paulo recebeu hoje na Câmara uma comissão de cinco governadores para tratar da reforma tributária. Após o encontro, ele afirmou que a Câmara ?levará em conta o problema financeiro dos Estados e a repactuação dos tributos?. Quanto à CPMF, disse que é preciso ?compatibilizar os interesses dos Estados com o da União?. Previdência Quando for promulgada a emenda da reforma previdenciária, nenhum funcionário público ativo ou aposentado poderá, em tese, ganhar mais do que R$ 17.300,00, o maior salário pago, atualmente, a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Da mesma forma, os desembargadores dos Tribunais de Justiça (TJs) e demais juízes estaduais não poderão receber mais que R$ 15.600,00, o subteto do Poder Judiciário estabelecido na reforma da Previdência. A correção deverá ser garantida pelo Supremo no julgamento de prováveis ações contra a redução de salário que chegarão à Corte.