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Governadores insistem em divis�o de verba da CPMF

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Brasília ? Os cinco governadores que se reuniram sexta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixaram o Palácio do Planalto anunciando que pressionarão os deputados, na discussão da reforma tributária, para garantir mais verbas para os Estados. Eles usarão os mesmos votos que deram para a aprovação da reforma da Previdência ? em torno de 150, segundo as contas mais otimistas ? para tentar dividir com a União os recursos da CPMF, que tem uma arrecadação de mais de R$ 20 bilhões por ano. Se depender da disposição dos presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), que receberam o grupo de cinco, os governadores terão dificuldades no Congresso. Sarney reconheceu que o Senado não abdicará de exercer papel fundamental na discussão da reforma e na defesa dos interesses dos Estados, mas alertou: ?Se nós corrigirmos isso hoje (a partilha das contribuições arrecadadas pelo governo), evidentemente que criaremos uma coisa impossível de vivência para a União.? Cunha reconheceu que são justos os pedidos dos governadores, mas adiantou que é contra a destinação de recursos da CPMF para os Estados. ?Vamos ver como compartilhar os interesses dos Estados e da União?, afirmou Expectativa O tucano Aécio Neves, governador de Minas Gerais, foi o único a sair do palácio acreditando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda poderá ceder em relação à CPMF. Os governadores querem que 0,08% dos 0,38% cobrados de CPMF sejam repassados aos Estados. ?Estou convencido de que há uma luz no fim do túnel e nós vamos em busca dela porque ninguém impõe nada ao Congresso e ninguém é dono do voto de ninguém?, disse. Para Aécio, se todos os governadores se juntarem, ?a proposta (CPMF) terá uma maior facilidade de ser aprovada?. Acredita, por exemplo, que, se houver aumento de arrecadação, este excesso pode ser distribuído. Mas o ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, avisou que acatará essa sugestão apenas se a arrecadação da CPMF superar os R$ 30 bilhões em 2004, o que é considerado praticamente impossível.

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