Nacional
Governo sinaliza com concess�es para concluir vota��o da reforma
Brasília - O governo deverá fazer novas concessões para que a Câmara conclua hoje o primeiro turno de votação da reforma da Previdência. Os líderes aliados tentam convencer o Palácio do Planalto a diminuir de 50% para 40% o redutor que incidirá sobre a parcela das pensões deixadas por servidores públicos que exceder o limite de R$ 2,4 mil. E discutem um novo critério para o teto salarial dos servidores nos Estados. O texto aprovado até agora prevê que, no caso do Executivo, o limite salarial dos funcionários estaduais - chamado de subteto - será equivalente à remuneração dos governadores. Mas ganha corpo o lobby para que o subteto estabelecido para os servidores do Judiciário, de 90,25% dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seja estendido aos outros dois Poderes. Adesão de líderes O movimento pela definição de um subteto único recebeu a adesão dos líderes do PT, Nelson Pellegrino (BA), e do PMDB, Eunício Oliveira (CE), o que irritou o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Pellegrino e Eunício subscreveram, junto com sindicalistas e outros parlamentares, um ofício entregue ao relator da reforma, José Pimentel (PT-CE), propondo que o limite para três carreiras estaduais - delegados de polícia, fiscais e policiais militares - também fique em 90,25% do salário dos membros do STF. As manobras regimentais do PFL e o quórum mais baixo do que o da semana passada - quando foi aprovado o mérito da reforma da Previdência? forçaram o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), a adiar para hoje a votação das emendas e destaques da reforma.