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Entidades unificam reivindica��es ao governo

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Brasília - As principais entidades dos movimentos sociais do país, com o discurso de unificação das ações, elaboraram um documento de reivindicações comuns ao governo. Com a bandeira da Coordenação dos Movimentos Sociais, visam centralizar as pressões ao Planalto e influenciar nos próximos passos do governo Lula. A coordenação pretende influenciar nas decisões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, presidido pelo ministro Tarso Genro, e do Fórum Nacional do Trabalho, que debate as diretrizes para a futura reforma trabalhista. Apesar do tom crítico do documento, o grupo é formado por aliados do PT e pretende cobrar o governo sem se opor a ele. São eles dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) das pastorais, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag). Integram a aliança nomes como João Paulo Rodrigues e Gilmar Mauro, do MST, Manoel José dos Santos, da Contag, Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra, e o ex-deputado e fundador do PT Plínio de Arruda Sampaio. Encontros O lançamento da coordenação está sendo feito no mês de agosto, em cinco encontros regionais. No último sábado, ocorreu em Belém (PA). No próximo, será em São Paulo. Os outros três Estados serão Porto Alegre (RS), Goiânia (GO) e Recife (PE). Nas reuniões, também será debatida uma ?jornada nacional de mobilizações?, com início em setembro. No documento-base, a aliança dos movimentos sociais diz que pretende ?municiar os militantes com propostas? e traçar um projeto alternativo de desenvolvimento econômico e social. Afirma que ?o governo Lula desperta esperanças?, mas adota uma agenda velha, que ?não reuniu forças de sustentação política e econômica para implementar as mudanças que a situação do país exige?. ?Somente a mobilização social garantirá a manutenção da agenda dos movimentos sociais e a sustentação para as mudanças que respondam aos interesses populares e às reivindicações históricas do povo brasileiro?, diz o texto. Um dos principais pontos do documento é uma lista de críticas à política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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