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Projeto ser� votado na pr�xima semana

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Brasília ? O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou ontem que a reforma tributária só deverá ser votada no plenário da Casa na próxima semana. Hoje, serão votados na comissão especial que analisa o projeto os destaques ao parecer do relator, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). O texto principal foi votado na última sexta-feira. Na ocasião, a base governista conseguiu aprová-lo por 27 votos contra 11 da oposição. Estão previstas várias votações para hoje, devendo serem apresentados 12 destaques de bancada, sendo três do PFL, três do PSDB e o restante do PL, PSB e PC do B e do PV. Também serão votados 238 destaques individuais. A princípio, havia a possibilidade de a reforma ser apreciada pelo plenário já na quinta-feira. João Paulo Cunha, porém, descartou a possibilidade. Segundo ele, além de ser necessário o cumprimento do prazo regimental ? duas sessões para levar a proposta ao plenário após a comissão ?, é preciso ?uma postura mais afinada?. ?Na comissão especial, ainda pode se tocar sem a profundidade do acordo político. No plenário, isso tem de estar bem ?afinadinho?, senão a quantidade de problemas é muito grande e dificulta ainda mais a apreciação da matéria?, afirmou. O presidente da Câmara e o líder do governo na Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), ainda conversam com os líderes de todos os partidos para convencê-los a não apresentarem destaques. Mas PFL e PSDB não aceitam a negociação. Se todos os destaques forem mantidos, o tempo para a votação pode ficar escasso. A reunião da comissão começa às 10h, porém terá que ser encerrada assim que for iniciada a ordem do dia no plenário, por volta das 17h, quando será votado o segundo turno da outra reforma, a da Previdência. Exagero O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), voltou a criticar a proposta de reforma tributária disse que o país está ?perdendo a oportunidade de ter uma reforma mais ampla?. ?É um exagero chamarmos isso de reforma tributária. É extremamente tímida para receber esse nome. A proposta na minha concepção deveria passar por uma modificação do imposto sobre serviço, de um novo imposto sobre valor agregado (IVA), porém a União optou por não enfrentar essa polêmica com os municípios e talvez nós estejamos perdendo essa oportunidade de ter uma reforma mais ampla do que a que está sendo votada?, disse. O governador mineiro enviou uma minuta ao ministro da Casa Civil, José Dirceu, pedindo a implantação de uma medida provisória que estabeleça o repasse de 25% da Cide para os Estados e municípios, para serem aplicados em infra-estrutura viária.

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